Poli é credenciada para desenvolver projetos com a construção civil

A Embrapii Poli USP terá cerca de R$ 30 milhões para realizar projetos de inovação em fase pré-competitiva, na área de construção civil ecoeficiente

Por - Editorias: Universidade
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Assinatura Embrapii - Foto: Escola Politécnica da USP via Flick
Assinatura Embrapii – Foto: Escola Politécnica da USP via Flickr

A Escola Politécnica (Poli) da USP é agora uma unidade credenciada da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), organização federal de estímulo à inovação na indústria brasileira. Trata-se da primeira instituição de pesquisa da rede Embrapii que atuará no setor da construção civil e que terá como foco soluções ecoeficientes.

Na prática, a maior escola de engenharia do País receberá uma injeção de recursos para realizar projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) em parceria com empresas, diluindo assim os riscos da inovação para o setor privado. A assinatura do credenciamento foi realizada no último dia 26, durante o 10º Concrete Show South America, em São Paulo.

A Embrapii Poli USP terá cerca de R$ 30 milhões para realizar projetos de inovação em fase pré-competitiva, na área de construção civil ecoeficiente. Os recursos serão investidos ao longo dos próximos seis anos. Para cada projeto aprovado, as despesas serão divididas entre a Embrapii, a Poli e a empresa beneficiada. Todo o processo de contratação será rápido, flexível e desburocratizado. A Poli colocará à disposição das empresas suas competências de recursos humanos e infraestrutura laboratorial.

Segundo o diretor-presidente da Embrapii, Jorge Almeida Guimarães, o sistema hoje conta com 28 unidades, sem contar a Poli, que trabalham com cem empresas parceiras. “As unidades são selecionadas em um processo extremamente competitivo. A Poli foi uma de dez unidades escolhidas entre 110 concorrentes, uma seleção dura”, comentou. “É muito prazeroso ter a Poli como uma das unidades vinculadas à Embrapii”, completou.

Assinatura Embrapii - Foto: Escola Politécnica da USP via Flickr
Assinatura Embrapii – Foto: Escola Politécnica da USP via Flickr

O diretor da Poli, professor José Roberto Castilho Piqueira, ressaltou a importância da unidade diante do cenário de esgotamento de matéria-prima, de fontes de energia e de recursos hídricos. “É fundamental que o meio acadêmico se preocupe com a obtenção de novas soluções que envolvem reaproveitamento de materiais e de insumos já utilizados e que esse reaproveitamento seja eficiente, traga economia, qualidade e durabilidade dos novos materiais a serem desenvolvidos”, apontou Piqueira.

Ele lembra, ainda, que a interação entre a universidade e o setor produtivo foi a base da fundação da escola. “A Poli foi criada para satisfazer as necessidades da indústria paulista e brasileira no começo do século 20 e, desde sua fundação, realizou grandes parcerias com a indústria e com o setor de serviços, na área pública e privada, e levou para a sociedade inovações e soluções que melhoraram a qualidade de vida das pessoas na cidade, no Estado e no País”, destacou.

Também participaram da assinatura do convênio o vice-reitor da USP, Vahan Agopyan, o engenheiro André Gertsenchtein, diretor superintendente da Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE), o presidente da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), Renato Giusti, e a diretora técnica da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), Laura Marcellini.

Atualmente, 29 instituições tecnológicas são credenciadas pela Embrapii, sendo 24 unidades, incluindo a Poli, e cinco polos de inovação. Desde sua criação, a Embrapii já investiu em 108 projetos num total de R$ 178 milhões.

Com informações de Érika Coradin, da Acadêmica Agência de Comunicação

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