Plano de métricas nas universidades beneficia a excelência e favorece o diálogo com a sociedade

Jacques Marcovitch ressalta que o desenvolvimento e a análise de indicadores ajudam nas discussões a respeito da eficiência do ambiente universitário

Arte sobre ilustração 123RF

 

A pandemia do novo coronavírus forçou uma intensa reestruturação das universidades e da educação como um todo pelo mundo. Juntou-se a ela uma tendência de reformulação constante em setores do ensino superior para que ele se aproxime cada vez mais da sociedade. Pautas como essas marcaram as discussões do IV Fórum Métricas – Diálogos com a sociedade, que aconteceu entre os dias 22 e 25 de fevereiro de 2021 e de onde resultaram propostas para a governança universitária.

Para Marcovitch, as universidades, tanto no Brasil quanto no exterior, responderam aos anseios da sociedade – Foto: Wikimedia Commons

Jacques Marcovitch é professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA), ex-diretor do Instituto de Estudos Avançados (IEA), ex-reitor da USP e participa do projeto de métricas para o aprimoramento da gestão de indicadores acadêmicos. As métricas são de grande importância nas universidades, já que propõem a compreensão de alguns indicadores que ajudam no monitoramento do plano institucional para a elaboração de planos, apesar das adversidades.

“As universidades, tanto no Brasil quanto no exterior, responderam aos anseios da sociedade, trazendo respostas tanto em termos de informação científica e, mais do que isso, trazendo também serviços”, afirma Marcovitch em entrevista ao Jornal da USP no Ar 1ª Edição.

Assim, torna-se possível o desenvolvimento de discussões a respeito da eficiência do ambiente universitário. De forma resumida, a universidade estrutura seu plano de desenvolvimento institucional para então submetê-lo ao Conselho Consultivo para uma discussão, que emite um parecer que é levado aos colegiados superiores.

“A partir daí, há esse debate sociedade-universidade, mas é importante que nós tenhamos um monitoramento desse conselho consultivo para essa retroalimentação saudável entre esses integrantes da sociedade com a universidade”, ressalta o professor.

Autonomia, transformação digital, recursos, geração de emprego e renda e inclusão social. Estas são algumas das principais prioridades dos reitores, segundo Marcovitch, que destaca também a importância das métricas e projetos para ensino, pesquisa, extensão e a rapidez com que a Superintendência de Tecnologia da Informação das universidades soube responder a uma transformação digital que nos foi imposta durante a pandemia. Para saber mais, acesse o site metricas.usp.br.


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