Parceria da USP com Prefeitura de São Paulo treinará profissionais de saúde

Eunice Almeida da Silva coordena o observatório que pretende monitorar e avaliar os profissionais da atenção básica, além de fornecer subsídios conceituais e metodológicos

jorusp

Recentemente foi criado o Observatório de Atividades Educativas para Profissionais dos Sistemas Públicos de Saúde. O projeto é fruto de parceria entre a Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP e a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, e possui apoio da Pró-Reitoria de Graduação da USP. A iniciativa veio do Grupo Internacional e Interdisciplinar de Estudos e Pesquisas em Formação de Profissionais de Saúde (Gieps).

Para melhor entender o acordo de cooperação, o Jornal da USP no Ar conversou com a coordenadora do observatório, Eunice Almeida da Silva, professora da EACH-USP e integrante do Gieps. O projeto nasceu de pesquisa piloto realizada na zona leste da capital para conhecer as habilidades educativas oferecidas aos profissionais de saúde. “Os resultados da pesquisa revelaram que há um empenho muito grande, por parte dos serviços, em oferecer as atividades educativas aos profissionais”, analisa Eunice.

A professora explica que essas atividades significam a ação e educação permanente dos profissionais, ou seja, mantê-los sempre atualizados acerca de sua área de atuação. Feita entre 2018 e 2019 com 50 profissionais de Unidades Básicas de Saúde (UBS), a pesquisa piloto mostrou que as atividades não eram planejadas, logo não foi possível saber o impacto dessas ações de educação permanente. Após esse diagnóstico preliminar, foi dado o pontapé para criar o observatório que, de acordo com Eunice, tem como finalidade apoiar, conhecer, monitorar e avaliar as atividades, além de fornecer subsídios conceituais e metodológicos.

Com duração de cinco anos, o projeto acontecerá em duas fases: a primeira será estendendo o diagnóstico piloto para toda a capital nas UBS; a segunda vai ser com a sistematização e caracterização das ações educativas com indicadores qualitativos e quantitativos. Essa categorização vai ser necessária para identificar as ações pontuais, como o aprimoramento dos profissionais a respeito da covid-19, devido à pandemia. Além das ações permanentes, já que “nós estamos em uma pandemia, mas pode ser que tenhamos outras pandemias, endemias, epidemias. Como serão feitas essas ações? Vamos categorizar”, destaca Eunice.

“A atenção primária é fundamental para a prevenção de doenças. Os profissionais que estão na ponta fazendo o elo entre a população e o Sistema Único de Saúde, precisam ser muito bem treinados”, aponta a coordenadora do observatório, que começará definitivamente em agosto.

Ouça a entrevista completa no player acima. 

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