Parceria da USP com Prefeitura de São Carlos mapeia pessoas em situação de rua

De acordo com Cristiano José dos Santos o dados receberão análise matemática e os resultados poderão contribuir com políticas públicas para essa população

jorusp

Contribuindo cada vez mais com o papel da universidade na sociedade, dessa vez a USP está realizando um projeto em conjunto para entender o perfil das pessoas em situação de rua. A parceria é do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI) e do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP junto com a Prefeitura da cidade de São Carlos-SP. Quem explica melhor o projeto ao Jornal da USP no Ar é Cristiano José dos Santos, um dos pesquisadores do Grupo de Engenharia de Pesquisa do CeMEAI envolvidos na pesquisa.

Baseado na premissa de retirada da tecnologia dos laboratórios da USP para uso nas demandas sociais, a ideia central do estudo é que ao longo da análise de dados sejam elaboradas políticas públicas que apoiem essa população. Para isso, foi realizado um censo com cerca de 200 moradores em situação de rua. “Nós vamos ver o comportamento geral dessas pessoas e a partir disso tomar uma decisão mais efetiva”, explica Santos.

O grupo de pesquisa mapeou um sistema com dados pré-pandemia e essa é uma nova variável que deve alterar esse comportamento. Realizado em cooperação com a Secretaria de Assistência Social e Cidadania de São Carlos, o censo otimizou processos de mapeamento do perfil dos moradores de rua ao ser feito, on-line, no final de 2019. Isso ajudou também na redução do tempo em que os dados estariam disponíveis caso fossem feitos de forma convencional, por exemplo, com formulários de papel.

O tempo de permanência na rua e as atividades realizadas são alguns dos dados coletados para mapeamento que ajudarão a Secretaria no estabelecimento de políticas públicas efetivas. A própria pandemia, que evidenciou uma problemática permanente no Brasil, vai demandar esforços ainda maiores dos governos através das políticas. Santos fala que a variável da pandemia que mudou a vida de todo mundo precisa ser inserida no sistema que é “vivo” e, por consequência, sempre que se muda algo é preciso colher mais dados para observar as alterações provocadas. “Vamos colhendo dados através do tempo para que o comportamento seja sempre atualizado e não seja uma coisa estática: não é uma fotografia, é um filme que vai acontecendo ao longo do tempo.”

Ouça a entrevista completa no player acima.


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