Para USP Mulheres, questões sobre gênero devem ser debatidas em aula

Pensar em maneiras de inserir o tema na grade curricular dos alunos da Universidade ainda é um grande desafio

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Reunião HeforShe no Escritório USP Mulher. Foto: Cecília Bastos/USP Imagem
Reunião HeforShe no Escritório USP Mulher – Foto: Cecília Bastos/USP Imagem

Igualdade de gêneros dentro da Universidade. Qual tipo de projeto pode ajudar a atingir esse objetivo? Para o Escritório USP Mulheres, uma proposta é incluir o tema na grade curricular dos estudantes. O desafio será mobilizar os gestores da Universidade para implementar uma disciplina para discutir gênero na vida acadêmica.

“O gênero é a uma construção social, histórica e dinâmica que envolve mulheres, homens e transgêneros, e temos que introduzir a discussão do gênero na Universidade”, disse a professora Eva Blay, coordenadora do Escritório USP Mulheres – programa criado pela ONU e integrado à Universidade dentro do movimento HeForShe.

Como introduzir o debate sobre gênero na grade curricular dos alunos da USP ainda não possui uma resolução definitiva, mas o escritório busca maneiras de implementá-lo e conta com a mobilização de toda a comunidade universitária para isso.

A proposta foi apresentada pela professora Eva em reunião, no último dia 28 de março, na sede do USP Mulheres. Na semana anterior, ela participou do Impact University Champions Steering Committee, evento bianual do HeForShe que, este ano, foi realizado na Universidade de Leicester, no Reino Unido, no qual representantes das universidades, empresas e governos integrantes do projeto discutiram sobre os compromissos assumidos, bem como sobre suas respectivas prioridades para o futuro.

De acordo com Eva Blay, no que diz respeito às universidades, cada uma localizou seus principais problemas e apresentou suas próprias peculiaridades, embora a violência contra a mulher seja um mal comum entre todas.

Nesse sentido, uma das ações das instituições foram os ideathons, sessões de criação e desenvolvimento de soluções, voltadas, nesse caso, para a promoção da igualdade de gênero e o fim da violência contra a mulher. Na USP, a ideia resultou em dois grandes vídeos: um da Escola Politécnica (Poli), que denuncia casos de assédio e violência dentro da USP, e outro da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP).
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Escritório USP Mulher. Foto: Cecília Bastos/USP Imagem
Cartaz da campanha Isso tem que parar, realizada pelo Escritório – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

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Desde 2015, a USP é uma das dez universidades que integram o Impacto 10x10x10, projeto criado dentro do movimento HeForShe que visa a envolver, além de dez universidades, dez governos e dez empresas do mundo todo no combate à desigualdade de gênero e à violência contra a mulher.

O HeForShe busca incluir o homem na discussão pela igualdade de gênero. “A ideia é trazer o homem para colaborar, solidariamente, na relação com as mulheres”, afirma Eva. “Se você consegue criar uma relação harmoniosa, sem subordinação, você consegue mais bem-estar para cada um.”

Ações Escritório USP Mulheres

Sediado na Cidade Universitária, em São Paulo, o Escritório USP Mulheres é responsável pela coordenação do relacionamento entre a Administração da Universidade e a comunidade universitária e pela proposição e implementação de iniciativas e projetos voltados para a igualdade de gêneros.

Entre as iniciativas está a realização do Dia Internacional das Mulheres com Arte neste ano, com uma série de atividades culturais promovidas em todos os campi da Universidade e parceria da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária e das unidades de ensino e pesquisa da USP.

Há ainda a campanha USP Mulheres – Elas sempre podem, cuja divulgação foi feita em todos os campi da USP, com cartazes afixados nas unidades de ensino e pesquisa da Universidade, em totens e outdoors nas partes externas, e postais entregues à comunidade interna.

Além disso, o Escritório USP Mulheres, com apoio da Rede Não Cala USP, realizou oficinas de treinamento com assistentes sociais da Universidade, com o objetivo de sensibilizar e capacitar os profissionais para o acolhimento de vítimas de violência sexual e de gênero ocorrida no âmbito da vida universitária. Também foi promovido o debate Dez anos da Lei Maria da Penha – Avanços e Desafios na USP, para apresentar e discutir os aspectos legais, os serviços e as consequências da aplicação da lei.

A partir de 2015, a Comissão de Direitos Humanos da USP passou a acompanhar denúncias de casos de violência ocorridos no âmbito dos campi da Universidade, recomendando procedimentos à Reitoria, quando necessário.

E ainda está sendo implementado um centro de referência com atenção médica, legal e psicológica, desenhado por estudantes e docentes da Universidade, e está em andamento uma pesquisa sobre direitos humanos feita com a colaboração de alunas e alunos de vários coletivos da USP.

Com informações da Assessoria de Imprensa da USP

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