Série de conteúdos produzidos pelo projeto Ciclo22, que remete à reflexão da USP sobre quatro grandes marcos (1822, 1922, 2022 e 2122): o bicentenário da Independência do Brasil, o centenário da Semana de Arte Moderna, o tempo presente e os desafios para os próximos 100 anos

Foto: Reprodução/Edusp

Obra explora mercado livreiro às vésperas da Independência

Publicado por editora da USP, em parceria com editoras universitárias, “Livreiros do Novo Mundo” desvenda a relação entre o nascente comércio de livros no Brasil com a Europa no século 19

 Publicado: 12/11/2021

Crisley Santana

Antes da chegada da família real portuguesa no país, já havia circulação de livros na então colônia brasileira, que eram despachados principalmente de Portugal. Com a transferência da metrópole e a vinda dos monarcas para o Brasil, entretanto, o comércio se fortificou, especialmente após a criação da imprensa, em 1808, e a criação de bibliotecas. 

Além das raízes portuguesas, o início do mercado de livros no Brasil tem forte relação com a França e seus cidadãos que aqui desembarcaram, em meados do século 19, para trabalhar com os impressos. Assim conta a obra Livreiros do Novo Mundo: De Briançon ao Rio de Janeiro, publicado pela Edusp em parceria com as editoras da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e Unesp (Universidade Estadual Paulista). 

O livro explora a trajetória de dois comerciantes franceses, Paulo Martin e Jean-Baptiste Bompard, que tocaram o comércio livreiro no Rio de Janeiro entre 1808 e 1828, “tornando-se protagonistas do nascente mercado do livro e da imprensa”, como indica a sinopse do título. 

A ideia da publicação de Jean-Jacque Bompard, neto de um dos comerciantes de livro retratado na história, é examinar, além do passado de seu avô, as características envolvidas na criação desse mercado que se formou entre os três países: França, Portugal e Brasil, e destacar as facetas cultural, política e editorial do período.

Acredita-se que a livraria comandada por Martin e posteriormente por Bompard na atual rua Visconde de Inhaúma, no centro do Rio de Janeiro, tenha sido uma das primeiras no Brasil, ainda antes da independência do país. 

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Foto: Reprodução/Edusp

Em live sobre o livro, feita pela Editora da Unicamp, a professora Lucia Maria Bastos da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), que escreveu o prefácio da publicação no Brasil, conta o interesse do autor em desvendar o passado livreiro do avô. A professora conheceu o escritor e o auxiliou na parte brasileira da pesquisa.

"Ele teve o interesse de trazer a história desse seu antepassado, mas que no fundo vai mostrar muito do que foi o mundo livreiro, não só no Rio de Janeiro, mas dessas relações que se dão entre o Brasil e a Europa”, disse a professora durante a live.

Colaboração universitária

“Livreiros do Novo Mundo” foi editado em parceria com as três editoras das universidades públicas paulistas. 

É a primeira edição da obra no Brasil, conforme disse Cristiane Silvestrin, da Chefia Técnica da Divisão Editorial da Edusp. “A Edusp acompanhou a última prova do livro, enviada pela Editora da Unicamp. No final do processo, quando a produção editorial estava completa e aprovada pelas três co-editoras, a Edusp licitou os serviços de impressão e acabamento da obra”, contou sobre o processo, que também envolveu a tradução do livro. 

“As três editoras estão sempre em contato, e já havia parcerias, mas não uma coedição entre as três, o que pareceu uma oportunidade no caso deste livro, que acabou sendo aprovado pelos conselhos das três editoras e cujo assunto está presente nos três catálogos”, explicou Carla Fontana, editora-assistente da Edusp.

O livro pode ser comprado pela editora da USP acessando o link: https://www.edusp.com.br/livros/livreiros-do-novo-mundo

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