O que fazer com as queixas da escola? E-book orienta novas abordagens

“Orientação à Queixa Escolar” apresenta estudos de casos reais e propõe uma intervenção baseada na relação psicólogo-escola-família

Editorias: Universidade - URL Curta: jornal.usp.br/?p=371051
Livro procura deslocar o problema da queixa escolar sobre o indivíduo para pensar soluções baseadas em seu contexto – Foto: Cole Stiver/Pixabay

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“Não acompanha a classe”, “Atrapalha a aula”, “Não quer ir para a escola”. Estas são algumas queixas comuns que acometem pais e professores no processo de aprendizagem de crianças e adolescentes. E a solução não está meramente no acompanhamento psicológico. Ao invés de reduzir o aluno a uma queixa escolar, pesquisadores do Instituto de Psicologia da USP propõem uma investigação na rede de relações que envolvem as dificuldades e sofrimentos da vida escolar. Esse encontro entre a educação e a psicologia resultou no livro Orientação à Queixa Escolar, que está disponível gratuitamente no portal de mesmo nome. O livro pode ser acessado integralmente na versão e-book ou separado por capítulos, para facilitar a busca por temas específicos.

Livro está disponível gratuitamente na internet [clique na imagem para ver] – Foto: Reprodução
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Originalmente publicado em 2007, em forma de coletânea, Orientação à Queixa Escolar apresenta estudos de casos reais a partir de prontuários psicológicos, identificando desde equívocos nas interpretações clínicas até medidas de políticas públicas que culminam nas queixas escolares. A proposta da obra é deslocar o problema visto somente a partir das capacidades do indivíduo para pensar soluções baseadas em seu contexto. O livro, organizado e também escrito por Beatriz de Paula Souza, apresenta uma intervenção que considera a realidade dos sujeitos envolvidos na relação psicólogo-escola-família, bem como o cenário da educação no Brasil. Dois capítulos específicos se dedicam a discutir a situação de jovens negros e a humilhação social, como herança do preconceito.

“Uma criança fica sem ‘alteração’, sem ‘passagem para o outro’ quando esbarra com exigências intrusivas, quando esbarra com adultos controladores. Ou quando esbarra com temores dissuasivos de adultos medrosos demais. O movimento das crianças é coisa que não se deve apressar e nem retardar, só esperar e apoiar com confiança”.
(Trecho do livro Orientação à Queixa Escolar, página 190. E-book.)


Abordagem humanista

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A Orientação à Queixa Escolar (OQE) é uma abordagem de atendimento psicológico desenvolvida no Laboratório Interinstitucional de Estudos e Pesquisas em Psicologia Escolar (Lieppe) do Instituto de Psicologia (IP) da USP, a partir de 1998. Crítica dos modelos mais difundidos de atendimentos psicológicos a queixas escolares, a OQE se tornou uma referência a profissionais e estudantes da Psicologia Escolar na avaliação dos fatores sociais e do próprio espaço pedagógico.

Atualmente, o portal OQE oferece cursos, vídeos e materiais a estudantes e profissionais interessados.

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