O melhor time de programação da América Latina é da USP São Carlos

Estudantes de Ciências de Computação conquistaram o primeiro lugar na Maratona de Programação, que teve a final em Salvador

Por - Editorias: Universidade - URL Curta: jornal.usp.br/?p=210611
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Campeões da Maratona de Programação: Cezar, Samuel, Lucas e o técnico Danilo (da esquerda para a direita, com camisetas azuis) – Foto: Divulgação / Maratona de Programação

Depois de três anos de muita dedicação, estudantes do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, conquistaram o sonhado primeiro lugar na final brasileira da Maratona de Programação. Formado por Lucas de Oliveira Pacheco, Samuel Santos e Cezar Guimarães, que cursam Ciências de Computação, o time foi comandado pelo técnico Danilo Tedeschi, mestrando do ICMC.

No total, 746 equipes brasileiras participaram da Maratona Brasileira de Programação, mas apenas 71 foram selecionadas para a etapa final, que ocorreu no dia 10 de novembro, no Senai Cimatec, em Salvador, na Bahia. Considerando toda América Latina, foram 404 times competindo.

Chamado Time do dia 10, a equipe do ICMC conseguiu resolver dez dos 13 problemas de programação propostos no evento em um tempo menor do que todos os demais times que participaram da disputa em toda a região, o que resultou na conquista do primeiro lugar também entre os times da América Latina.

“É sempre uma grande responsabilidade representar a USP em uma competição desse nível, estamos muito felizes com o resultado e determinados a continuar treinando para obtermos uma boa colocação no mundial”, conta Samuel.

É a segunda vez que uma equipe do ICMC é campeã na competição – que está na 23ª edição – e será a quinta vez que um time do instituto representará o Brasil na final mundial da maratona, o International Collegiate Programming Contest (ICPC), que será realizado na cidade do Porto, em Portugal, de 31 de março a 5 de abril. “Estamos honrados em poder representar a USP São Carlos no mundial de programação, esperamos manter o alto nível na etapa mundial”, diz Lucas Pacheco.

Grupo de Estudos

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O código para ingressar nas grandes empresas de tecnologia

Todos os participantes da maratona são membros do Grupo de Estudos para a Maratona de Programação (Gema), que exerce um papel crucial na preparação dos estudantes, possibilitando que se reúnam frequentemente, adquiram novos conhecimentos e formem equipes com alto grau de afinidade.

Nas reuniões do grupo, são discutidos aspectos teóricos e práticos que servirão de base para os estudantes resolverem os desafios de programação. “Gostaria de agradecer aos integrantes do Gema e aos nossos professores, que foram fundamentais para o nosso desempenho. Espero que esse resultado inspire as próximas gerações de estudantes, como a conquista de 2013 nos inspirou”, ressalta Cézar Guimarães.

71 equipes foram selecionadas para a etapa final da competição – Foto: Divulgação / Maratona de Programação

Outro time composto com membros do Gema também participou da final da maratona e conquistou o 14º lugar. Composto por Victor Forbes, Guilherme Tubone e Lucas Turci, o time foi comandado pelo técnico Rodrigo Weigert. Todos eles são alunos do curso de Ciências de Computação do ICMC.

“Esses alunos têm como característica gostar de desafio e isso é um diferencial para as grandes empresas de tecnologia, que sempre estão em busca de profissionais capazes de desenvolver soluções inovadoras e com habilidade para assimilar novos conhecimentos de forma fácil e rápida. Eles têm uma excelente base matemática e uma capacidade de programação excepcional”, destaca o professor João Batista Neto, que coordena o Gema.

O professor João Batista Neto com os times do ICMC selecionados para a final da maratona – Foto: Divulgação / Maratona de Programação

Como as empresas já perceberam que podem se beneficiar diretamente dessa mão de obra altamente qualificada, muitas têm buscado apoiar a participação dos estudantes nas maratonas de programação. Este ano, por exemplo, a Vtex, multinacional brasileira de tecnologia com foco em cloud commerce, arcou com os custos das passagens aéreas de todos os alunos do ICMC que foram a Salvador. Já os custos da ida a Portugal ficarão sob responsabilidade da TFG, empresa de games mobile.

“Meu sonho, agora, é conseguir uma empresa para exercer o papel de investidor-anjo do Gema. Assim, poderemos ter recursos disponíveis durante todo o ano para viabilizar as viagens e os treinamentos dos alunos”, finaliza o professor.

Outros times da USP

A USP teve outros times medalhistas na competição. A equipe IME – Fast WA Transform ganhou medalha de prata, a equipe é formada por Rebeca Calazans de Brito, Mateus Lima de Castro e João Pedro de Araújo Xavier, e pelos coaches Naum Azeredo e Claudia Justel, garantindo participação na final mundial de programação.

Dois times ganharam bronze: Meu Patrão (Gabriel Russo, Victor Sena, Victor Colombo e coaches Renzo Gomez e Yan Couto) e Dog hits dog (Gabriel Oliveira, Nathan Benedetto Proença, Pedro Sousa e coaches Renzo Gomez e Yan Couto).

Denise Casatti / Assessoria de Comunicação do ICMC

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