Hospital das Clínicas garante excelência em gestação de alto risco com equipes integradas

O serviço de neonatologia e obstetrícia coordenado pela Faculdade de Medicina da USP atende cerca de 60 gestantes de alto risco por mês e trata variadas doenças de mães e bebês

Mural de mães atendidas no Centro Neonatal do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP – Foto: Divulgação/FMUSP

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Três perdas consecutivas de bebês em idades gestacionais entre cinco e oito meses acabaram trazendo Giovana Rodrigues Mesquita para os serviços de obstetrícia e neonatologia do Complexo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Apesar do seu histórico de saúde e o quadro de hipertensão na gravidez, o acompanhamento especializado, minucioso e oportuno de uma equipe multidisciplinar permitiu que a pequena Pérola Rodrigues Bela viesse à vida. Nasceu com 29 semanas e 822 gramas.

“Se eu não tivesse vindo aqui com certeza não teria chance de minha filha nascer. Já perdi três antes dela. Aqui tomei medicações e fiz exames que no posto de saúde não seria possível”, diz Giovana, que passa o dia no serviço de neonatologia do HC, acompanhando sua pequena heroína e participando das atividades voltadas às mamães internadas no Centro Obstétrico do Instituto Central do Hospital das Clínicas, onde há, em média, 130 nascimentos por mês.
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Giovana Rodrigues Mesquita teve acompanhamento especializado para gestação de alto risco no serviço de obstetrícia e neonatologia do HC – Foto: Divulgação/FMUSP

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O serviço recebe aproximadamente 60 gestantes de alto risco por mês, ou seja, gestações que oferecem risco seja para a mãe ou para o feto. Cerca de 30% dão entrada com menos de 37 semanas. Entre os pacientes admitidos, 26% são portadores de malformações fetais, sendo que cardiopatia congênita é o diagnóstico mais comum nesses casos.

As doenças de parede abdominal, doenças genéticas ou gênicas, bem como as malformações do sistema nervoso central, hidrocefalia e meningomielocele são alguns dos diagnósticos mais frequentes, segundo a professora Maria Augusta Gibelli, diretora do Centro de Terapia Intensiva Neonatal-1 e do Centro de Terapia Intensiva Neonatal 2, que pertencem ao Instituto da Criança do Hospital das Clínicas.

Maria Augusta Gibelli, diretora do Centro de Terapia Intensiva Neonatal do HC – Foto: Divulgação/FMUSP

“A entrada em tempo oportuno nos serviços e também o planejamento especializado para as mais diversas doenças de mamães e bebês são fatores decisivos para o sucesso do desfecho e isso vale especialmente para os casos de cirurgias fetais intrauterinas”, diz a professora Rossana Pulcinelli Vieira Francisco, chefe da Divisão de Obstetrícia e Ginecologia do HC e do departamento de mesmo nome da Faculdade de Medicina.

Na UTI neonatal, a taxa de mortalidade é de 3,3% entre os nascidos vivos, sendo que a maioria dos óbitos (60%) está relacionada a malformações. “O HC é o maior centro no Brasil de atenção à gestação de alto risco por doença materna. Além disso, é um dos poucos hospitais públicos a oferecer as mais variadas cirurgias fetais. Temos um desempenho comparável aos grandes centros públicos e privados de atenção à gestação de alto risco do mundo”, afirma Rossana.
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Centro Neonatal do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP – Foto: Divulgação/FMUSP

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Rossana Pulcinelli Vieira Francisco, chefe da Divisão de Obstetrícia e Ginecologia do HC – Foto: Divulgação/FMUSP

Grande parte desse sucesso se deve à maior integração das equipes de atenção à gestação de alto risco, uma orquestra bem afinada que envolve os serviços do Instituto Central, do Instituto da Criança e também do Instituto do Coração (InCor).

“A ponte do setor de obstetrícia com as equipes dos diversos institutos envolvidos com gestação e partos trouxe uma integração e uma transdisciplinaridade fundamental para todo o processo. Temos uma hierarquia mais horizontal e trabalhamos juntos. Isso muda a qualidade do atendimento”, afirma a diretora do serviço de neonatologia do Instituto da Criança.
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Silvia Miguel / Assessoria de Comunicação da FMUSP

 

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