Natureza se transforma em sala de aula em projeto para escolas públicas

Ação da USP envolve professores e alunos no entorno de unidades de conservação da Mata Atlântica em São Paulo

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Alunos participantes dos projetos Ecossistemas Costeiros e EcoTrilhas durante premiação na USP – Foto: Projeto Ecossistemas Costeiros

Desenvolver modelos de atividades de ensino utilizando os espaços naturais como sala de aula,desenvolvidos a partir de uma rede de cooperação entre instituições, unidades de conservação e escolas públicas, onde todos dialogam em uma troca de conhecimentos para a melhoria do ensino. Essa é a proposta de dois projetos da USP que envolvem professores universitários, estudantes e colaboradores atuando na melhoria do ensino de escolas públicas.

Os projetos Ecossistemas Costeiros e EcoTrilhas organizam atividades de suporte para o ensino fundamental II e médio, promovendo a capacitação de professores e estudantes de escolas públicas. Para o desenvolvimento dos modelos de educação, o grupo promove a formação e credenciamento de monitores, no qual os alunos de graduação da USP, quando monitores do projeto, têm oportunidade de vivenciar tanto a realidade das comunidades de escolas públicas, como a das unidades de conservação e colaborar para a melhoria de sua qualidade.

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Projeto leva jovens para interagir e preservar reservas ambientais

Um dos modelos desenvolvidos é o chamado Trilha das Mudanças Climáticas Globais, que visa a dar subsídios para a discussão da mudança climática nas escolas. Após os professores serem formados e transmitirem essa capacitação aos seus alunos, estes participam de uma gincana, desenvolvida em trilha no interior da mata em uma unidade de conservação, onde diversos desafios levam os participantes a compreender os mecanismos envolvidos no ciclo de carbono, no processo da fotossíntese e na formação dos combustíveis fósseis e sua relação com as mudanças climáticas globais.

A rede de colaboração envolve Parque CienTec USP, Raia Olímpica da USP, Parque Estadual Ilha Anchieta, Mosaico de Unidades de Conservação Jureia-Itatins e os Núcleos Caraguatatuba, São Sebastião e Padre Dória do Parque Estadual da Serra do Mar e as escolas públicas estaduais e municipais do seu entorno.

São Sebastião é uma das cidades envolvidas no projeto – Foto: USP Imagens/Estação USP

Concurso de vídeo

Ao final dessas atividades, os grupos de estudantes de escolas públicas participantes, constituídos por cinco alunos, são convidados a desenvolver um curta-metragem sobre o tema Mudanças Climáticas Globais, como síntese do processo educativo, e inscrever seus vídeos no concurso, elegido sob ótica do júri de profissionais e acadêmicos da Universidade.

A premiação ocorre durante a reunião anual do projeto Ecossistemas Costeiros. Ela foi realizada no dia 9 de novembro no campus Cidade Universitária da USP, em São Paulo.

O evento contou com a participação de professores e alunos, monitores-bolsistas, pesquisadores e profissionais que, de diferentes formas, colaboraram para o desenvolvimento do programa durante o ano e visou estimular e premiar esse esforço.

O vídeo ganhador desta edição, intitulado O planeta mudou e ainda pode mudar, foi produzido por alunos do 6º ano da Escola Estadual Professora Semíramis Prado de Oliveira, em Ubatuba. Abaixo é possível conferi-lo na íntegra:

Da Assessoria de Comunicação do Projeto Ecossistemas Costeiros

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