Grupo de estudantes da USP ensina química através do teatro

Alunos de São Paulo interpretam peças que abordam o assunto de forma lúdica e cômica

Por - Editorias: Extensão - URL Curta: jornal.usp.br/?p=199301
  • 1,7K
  •  
  •  
  •  
  •  
Integrantes do grupo Química em Ação – Fonte: Divulgação / Semana de Química

.
No estudo de determinadas disciplinas, a parte prática pode ser fundamental. A aplicação no mundo real aproxima mais a ciência das pessoas. É a partir dessa proposta que o grupo de teatro Química em Ação, desenvolvido por alunos do Instituto de Química (IQ) da USP, em São Paulo, trabalha. Seu objetivo é ensinar estudantes de ensino médio e fundamental usando peças que mostram o lado lúdico das reações químicas aprendidas no dia a dia em sala de aula.

Formado por 17 pessoas, o projeto foi criado em 1985, pelo já falecido professor José Atílio Vanin, na época pós-graduando da USP.  “Ele se encantava pela química e queria levá-la do jeito que via para outras pessoas. Sua intenção era mostrá-la no cotidiano, de uma forma legal, divertida e engraçada”, conta Jennifer  Bortoletto, uma das coordenadoras do grupo.

A peça Química das Sensações, que pretende estimular os sentidos do público através de reações químicas, é o carro-chefe do projeto. “Existem dois personagens principais: um apresentador dando uma aula sobre o assunto e seu assistente fazendo tudo errado”, relata ela. A ideia é utilizar a comédia para passar a informação de forma mais leve de modo a chamar a atenção do espectador.

Outro fator muito explorado nas montagens do grupo é a interatividade. Em Química das Sensações, por exemplo, os experimentos passam pela plateia, para que os espectadores possam senti-los, vê-los. Em outro momento, pessoas do próprio público são convidadas ao palco para participar da encenação.

Entre os membros do projeto estão alunos de diversos cursos da USP, a maioria deles com pouca ou nenhuma experiência com o teatro. Porém, de acordo com a também coordenadora do grupo teatral Isabele Gonçalves, isso não é um problema, visto que os veteranos passam dicas e experiências para os novatos. “No início, é bem difícil. Então ficamos com papéis que falam menos ou de backstage, controlando luz e som, por exemplo. Vamos nos ajudando mutuamente.”

Cena da peça Química das Sensações – Fonte: Divulgação / Semana de Química

.
Para as duas coordenadoras do projeto, o resultado atingido vai muito além de ensinar a disciplina. O maior legado do grupo é despertar curiosidade e simpatia pela área. “Às vezes, quando começamos, as pessoas estão um pouco desanimadas. Mas, no final, vêm pedir autógrafo e tirar foto”, conta Isabele.

Além disso, não é incomum que os calouros do IQ já entrem na faculdade conhecendo o Química em Ação. “Quase todo ano têm os novatos que falam que nos assistiram na Feira USP e as Profissões e, por isso, decidiram fazer química”, lembra Isabele.

Esse tipo de situação aumenta ainda mais a realização das duas por fazer parte disso tudo. “É uma coisa que dá um resultado imediato na gente”, relata Isabele. Já Jennifer sente que está devolvendo à sociedade uma pequena parte do que é investido, visto que a universidade é pública. Para ela, o grupo também serve como uma forma de relaxamento em relação às obrigações diárias. “Quem faz graduação sabe que é sempre muito puxado. Por mais que você faça o curso que gosta, sempre é assim”, complementa.

Para contratar o grupo ou obter mais informações, acesse a página do Química em Ação no Facebook.

  • 1,7K
  •  
  •  
  •  
  •  

Textos relacionados