Aplicativo SOS Chuva alerta para tempestades em tempo real

Com participação de pesquisadores da USP, ferramenta pode ajudar população e agricultura

Por - Editorias: Extensão
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Consulta no aplicativo pode ajudar população a se prevenir de fortes chuvas – Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O início do verão, dia 21 de dezembro, marca a temporada de chuvas e tempestades, principalmente na região Sudeste do País. Informações sobre a meteorologia ajudam a população a se prevenir, os agricultores a planejar suas produções e os pesquisadores a estudar a atmosfera, entre outras aplicações. Um aplicativo – app – está ajudando esses diferentes públicos: é o SOS Chuva. Ele está disponível gratuitamente nas lojas on-line PlayStore (Android) e Apple Store (iOS) e também em site.

“O aplicativo informa a chuva em tempo real, indicando onde está chovendo, naquele momento, com a capacidade de mostrar 20 minutos antes para aonde essa chuva poderá se deslocar. Ou seja, ele traz a previsão imediata de tempestades com base no conhecimento adquirido sobre as propriedades físicas das nuvens”, explicou o professor Felipe Pilau, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP em Piracicaba, durante a segunda reunião técnico-científica sobre o projeto SOS Chuva realizada no campus em 1º de dezembro.

Tela inicial do app SOS Chuva – Foto: Reprodução

O desenvolvimento da ferramenta contou com a participação de pesquisadores das três universidades estaduais paulistas: Unicamp, Unesp e USP (Esalq e Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas – IAG).

O aplicativo SOS Chuva é o resultado de um projeto coordenado pelo Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. E conta com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Ele foi criado a partir das imagens fornecidas por um satélite geoestacionário, o GOES-16, que cobre toda a América do Sul.

“O CPTEC recebe os dados desses instrumentos, processa as informações e disponibiliza os produtos meteorológicos, que podem ser acessados no aplicativo e no site do projeto. Os algoritmos e o conhecimento técnico usados para processamento foram aprimorados ao longo de anos por pesquisadores de excelência do Inpe”, explica Luiz Guarino, coordenador de desenvolvimento de aplicativos do Inpe.

Segundo ele, o conhecimento sobre as propriedades físicas das nuvens permitiu o desenvolvimento da ferramenta.

“A base desta pesquisa é o radar de dupla polarização operando em Campinas por 24 meses, ou seja, duas estações chuvosas, para capturar eventos intensos de precipitação. Esses dados formam os alicerces do estudo dos processos físicos no interior das nuvens, aprimorando a previsibilidade em curto prazo, a detecção de severidade e a estimativa de precipitação com radar e satélite em alta resolução temporal e espacial.”

Além do radar em Campinas, em São Paulo, são usados equipamentos meteorológicos do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e do Centro de Meteorologia de Bauru (IPMET/Unesp).

Com isso, os pesquisadores conseguiram a cobertura parcial dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais. Por enquanto, apenas os relatos de chuvas podem ser visualizados em todo o Brasil.

Aplicação na agricultura

Durante reunião na Esalq, o pesquisador e coordenador do projeto SOS Chuvas, Luiz Augusto Toledo Machado, do Inpe, contou sobre a importância e os benefícios que o aplicativo trará principalmente na área agrícola. “A aplicação desses dados de radar em precipitação para a agricultura, para auxiliar e fazer balanços hídricos e todas as atividades associadas às diferentes fases de uma atividade agrícola, são ideias que têm evoluído bastante.”

O professor da Esalq Felipe Pilau lembrou ainda do uso do aplicativo para os agrônomos. “Nós fazemos a aplicação de todos esses dados para a agricultura. Entendendo, principalmente, a variabilidade de chuva e como essa variabilidade pode impactar ou ter relação com a produtividade das áreas agrícolas.”

Com informações de Caio Nogueira/Assessoria de Comunicação da Esalq e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações

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