Você sabe o que é fissura labiopalatina?

Para comemorar o Dia Mundial do Sorriso. hospital da USP, em Bauru, referência no tratamento, terá atividades a partir do dia 1º de outubro

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Paciente no jardim interno do HRAC, em Bauru – Foto: Daniela Falasca / Banco de imagens HRAC-USP

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No Brasil, uma em cada 650 crianças nasce com fissura labiopalatina, segundo dado do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC/Centrinho) da USP, em Bauru. A abertura na região do lábio e/ou palato é uma condição congênita em que há comprometimento da fusão dos processos faciais durante a gestação.

Ela apresenta grande variabilidade clínica, podendo envolver desde uma pequena cicatriz labial até fissuras completas e bilaterais, que atingem o palato e são mais complexas. Pode ocorrer de forma isolada, estar associada a outras malformações ou ainda fazer parte de um quadro sindrômico.

Uma combinação de fatores genéticos, relacionados à hereditariedade familiar, e outros  chamados ambientais podem contribuir para a formação das fissuras labiopalatais.

As principais implicações que as fissuras podem trazer são dificuldade na alimentação, alterações na arcada dentária e na mordida, comprometimento do crescimento facial e do desenvolvimento da fala e audição.

O tratamento é um processo que envolve a atuação de equipe interdisciplinar, das áreas de cirurgia plástica, odontologia, fonoaudiologia, entre outras especialidades, todas indispensáveis à reabilitação, que engloba aspectos funcionais, estéticos e emocionais.

O Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da USP é pioneiro em suas áreas de atuação e considerado centro de referência no tratamento das anomalias craniofaciais congênitas, síndromes associadas e deficiências auditivas, com assistência disponibilizada via Sistema Único de Saúde (SUS). O acesso de novos pacientes é por meio das centrais de regulação, a partir de avaliação inicial em unidade básica de saúde.

Bebê com fissura labiopalatina em atendimento no HRAC-USP – Foto: Adauto Nascimento / Banco de imagens HRAC-USP

 

Conhecer para entender

Para dar visibilidade e ampliar o conhecimento do público sobre essa malformação, a Smile Train – instituição filantrópica internacional – promove, de 30 de setembro a 4 de outubro, a segunda Semana Pan-Americana de Fissura Labiopalatina, com atividades em diversos países do continente americano.

O HRAC da USP participa do evento com diversas atividades especiais, voltadas aos pacientes, estudantes e também à população. Durante a semana, o hospital irá priorizar cirurgias relacionadas ao tratamento da fissura labiopalatina, como as cirurgias plásticas reparadoras e as de enxerto ósseo alveolar (que reconstituem o osso do arco dentário).

No dia 2 de outubro, das 14 às 18 horas, haverá um workshop sobre o tratamento multidisciplinar das fissuras labiopalatinas voltado a estudantes de graduação dos cursos de Odontologia, Fonoaudiologia e Medicina da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da USP.

A cidade também será palco do encerramento da Semana Pan-Americana de Fissura Labiopalatina, no dia 4 de outubro (data em que é celebrado o Dia Mundial do Sorriso – primeira sexta-feira de outubro).

No período da manhã, das 9 às 11 horas, haverá atividades lúdicas (arte com balões e pintura facial) para as crianças atendidas no HRAC, com participação do grupo de voluntários Fábrica de Sorrisos. A programação pode ser conferida aqui.

O hospital é um dos 40 centros que recebem apoio financeiro da Smile Train no Brasil, por meio das cirurgias realizadas, com parceria iniciada em 2017.

A Smile Train é uma instituição filantrópica internacional, sediada em Nova York (Estados Unidos), que há 20 anos apoia o tratamento da fissura labiopalatina. Com atuação em mais de 90 países, contribui ainda com a capacitação de médicos para prestarem assistência a esses pacientes.

Da Assessoria de Comunicação do HRAC

 

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