Estudo internacional sobre cirurgia de palato promove reunião na USP

O TOPs é um estudo clínico randomizado desenvolvido por 22 centros especializados do Reino Unido, Escandinávia e Brasil, que é representado pelo Centrinho

Por - Editorias: Universidade
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Foto: Serviço de Comunicação do Centrinho

O campus de Bauru sedia nesta semana, de 3 a 7 de outubro, reunião do projeto internacional Timing of Primary Surgery for Cleft Palate (TOPS), em português, Cronologia da Cirurgia Primária da Fissura de Palato.

O Tops é um estudo clínico randomizado desenvolvido por 22 centros especializados do Reino Unido, Escandinávia e Brasil – representado pelo Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC/Centrinho) da USP. A pesquisa multicêntrica investiga qual a melhor idade para cirurgia primária de palato (6 ou 12 meses) e o impacto no desenvolvimento da fala, audição e crescimento facial.

A professora Inge Elly Kiemle Trindade, coordenadora do projeto pela USP, explica que a reunião é a segunda etapa das avaliações de amostras de fala de pacientes aos 12 meses (a primeira aconteceu no mês de março, em Manchester, na Inglaterra). “Trata-se de um método translinguístico de avaliação, em que as amostras de fala têm sons equivalentes e podem ser avaliadas por pesquisadores das diferentes línguas envolvidas no projeto.” A metodologia propicia reprodutibilidade e maior confiabilidade do julgamento perceptivo entre diferentes avaliadores.

Foto: Serviço de Comunicação do Centrinho
Foto: Serviço de Comunicação do Centrinho

Participam do encontro em Bauru o coordenador geral do projeto TOPS, professor William Shaw, da University of Manchester (Inglaterra) e do Centro Colaborativo para Pesquisas em Anomalias Craniofaciais da Organização Mundial da Saúde (OMS); a coordenadora do TOPS no Brasil, professora Inge Trindade; as coordenadoras na área de fonoaudiologia, professora Christina Persson, da University of Gothenburg (Suécia), e professora Elisabeth Willadsen, da University of Copenhagen (Dinamarca); e as fonoaudiólogas do projeto pelo HRAC: professora Ana Paula Fukushiro, Cristina Guedes de Azevedo Bento Gonçalves, Haline Coracine Miguel, Renata Paciello Yamashita e Sílvia Helena Alvarez Piazentin Penna.

Durante a semana, também acontecem reuniões com os membros das demais áreas do HRAC que integram o TOPS (cirurgia plástica, otorrinolaringologia, odontologia, serviço social e equipe de apoio administrativo), além de planejamento para os próximos cinco anos pelos coordenadores do projeto.

A pesquisa também vai avaliar as crianças aos três e cinco anos de idade, quanto ao progresso da fala e da audição e quanto ao desenvolvimento físico (crescimento craniofacial). De acordo com a professora Inge Trindade, os 155 pacientes do HRAC que participam do estudo já foram operados, conforme planejado. “Neste momento, estamos finalizando as avaliações aos 12 meses, já temos parte das avaliações de crianças aos três anos e uma de criança aos cinco anos”, relata. Com convênio renovado neste ano com a University of Manchester, o TOPS tem financiamento do National Institutes of Health (NIH), dos Estados Unidos.

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