Estudantes de engenharia da USP em Lorena aprendem construindo carros

Para participar de competição, eles colocam em prática o aprendizado obtido em sala de aula

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Um dos carros desenvolvidos pela equipe de estudantes de Lorena – Foto: Divulgação/EEL Racing

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Criar um veículo do zero e deixá-lo apto a participar de competições. Esse é o desafio que a Fórmula SAE (Society of Automotive Engineers) faz aos estudantes de engenharia de todo o mundo desde 1978. E estimulados por essa competição, um grupo de alunos da Escola de Engenharia de Lorena (EEL) da USP se reuniu para criar o seu carro.

O grupo EEL Racing foi criado em 2011, mas, por falta de recursos, só em 2013 começou a participar da edição brasileira da Fórmula SAE. Como projeto de extensão, a criação de veículos tipo fórmula ultrapassa a relação de hobby ou diversão criada por conta da atmosfera de competitividade – a atividade permite aos alunos colocar a mão na massa e administrar os conhecimentos adquiridos no ambiente teórico das aulas.

Na EEL Racing, a gente aplica conceitos de engenharia mesmo. Você vê a engenharia na prática. Isso faz com que os alunos saiam com uma formação mais completa”, comenta Gustavo Borges, um dos alunos fundadores do ELL Racing

O desenvolvimento dos carros é feito inteiramente pelos estudantes de engenharia, que participam dos processos de desenho das estruturas dentro das normas da competição, como motor, transmissão, suspensão e carenagem do veículo, apesar do campus de Lorena não possuir o curso de Engenharia Mecânica nem de Engenharia Elétrica – o que aumenta ainda mais o mérito e esforço da equipe.

Para participar do grupo é necessário passar por um processo seletivo dividido em três etapas: a primeira é a inscrição, na qual o estudante demonstra interesse em participar do projeto; na segunda, os candidatos são divididos em grupos e é avaliado como se saem no trabalho em equipe; por último, em uma entrevista presencial, o participante é questionado a respeito do porquê se interessou pelo projeto e o que espera da equipe. Por fim, os selecionados são divididos em áreas, podendo a escolha ser revista posteriormente para que se aproveite os membros o máximo possível.

O desenvolvimento dos carros é feito inteiramente pelos estudantes de engenharia – Foto: Divulgação/EEL Racing

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Qualquer pessoa pode participar do projeto, mesmo as que não possuem conhecimentos técnicos sobre veículos. Além de funções para a montagem dos carros, a  equipe também precisa, por exemplo, de pessoas da área de gestão e marketing, responsável pela divulgação e captação de patrocínios.

Segundo Borges, os recursos para a construção dos carros vêm de empresas privadas, por meio de patrocínios em capital ou de materiais para o desenvolvimento dos carros, e também da USP, com apoio das pró-reitorias. A faculdade, por sua vez, ajuda nas despesas com itens como alojamentos e refeições nas competições, além de ceder o espaço na unidade para a construção dos veículos. O aluno ainda comentou que já criaram uma campanha de financiamento coletivo para arrecadar mais recursos.

A competição nacional Fórmula SAE Brasil é realizada uma vez por ano e reúne cerca de 40 equipes de todo o País. Na competição, são avaliados diversos aspectos dos veículos, e não só a velocidade do carro. A equipe EEL Racing já participou de quatro competições, nos anos de 2013, 2014, 2016 e 2017.

Os projetos de Fórmula SAE surgem de iniciativas estudantis em diferentes faculdades de engenharia. Na USP, além da Escola de Engenharia de Lorena, a Escola Politécnica (Poli) e a Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) também contam com equipes de racing, todas com a participação exclusiva para estudantes em suas respectivas unidades.

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