Estudantes da Poli ficam entre os melhores do mundo em desafio global de finanças

A equipe Poli Finance representou o País no CFA Institute Research Challenge, competindo com universitários de todo o mundo

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Da esquerda para a direita, Leonardo Lopes, João Bosco, Henrique Aquino e Lucas Vilanova, finalistas da competição internacional – Foto: Poli Finance

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Representando o Brasil, estudantes da Escola Politécnica (Poli) da USP chegaram à final do CFA Institute Research Challenge, uma das maiores competições internacionais na área de finanças. A última fase aconteceu no dia 22 de abril e reuniu outras quatro universidades. Esse foi o melhor desempenho de uma equipe brasileira nos últimos 11 anos. Os finalistas integram a liga de mercado financeiro da faculdade, chamada Poli Finance. O time é composto por Henrique Aquino, João Bosco Herschander, Leonardo Lopes e Lucas Vilanova, sendo três estudantes de Engenharia Mecânica e um de Engenharia de Produção. 

A competição consagrou a Universidade de Sidney, da Austrália, campeã. Apesar disso, a equipe brasileira saiu satisfeita com o resultado. “Trabalhamos bastante para nos destacar aqui no Brasil. A Poli Finance havia ganhado a competição nacional em 2019 [com outros integrantes], tínhamos muito suporte do time anterior. Estávamos com grande expectativa. Porém ganhar lá fora foi algo totalmente inesperado”, comemora o presidente do grupo de extensão, Henrique Aquino, sobre a vitória na etapa das Américas.

A Poli Finance trabalhou com o case da Raia Drogasil, grupo de capital aberto do ramo farmacêutico e, analisando o envelhecimento da população brasileira, mostrou que há um futuro promissor no setor. Por outro lado, o estudo apontou que a questão da saturação do mercado faz com que a precificação dos remédios seja um fator limitante. Por isso, em sua conclusão, o grupo de extensão recomendou hold (aguardar) aos investidores.

Trajetória

Um dos primeiros obstáculos encontrados para a participação na competição foi a pandemia da covid-19. Os organizadores decidiram que o evento seria feito por apresentação remota – até então, as etapas eram presenciais. “Tivemos que trabalhar por videoconferência, então não nos reunimos para realizarmos os ajustes finais no case”, lembra Henrique Aquino, presidente da Poli Finance. 

Na competição nacional, 52 faculdades brasileiras, públicas e privadas, disputaram as duas vagas destinadas à fase regional. O grupo da Poli, juntamente com um time do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), foram os campeões e conseguiram avançar.

Na etapa regional, times da América do Sul, Central e do Norte protagonizaram uma disputa acirrada com 56 equipes de países como Estados Unidos, Argentina e Canadá. Por fim, o time da USP e outro da Universidade de Seton Hall, dos Estados Unidos, avançaram para a final.

A etapa regional foi realmente inacreditável. Quando foram anunciar os finalistas, além de nós, só havia universidades norte-americanas na disputa. Ficamos muito felizes, pois era um feito que não esperávamos; e poder representar o Brasil frente a tantas pessoas importantes no mundo foi uma experiência incrível.

Henrique Aquino, presidente da Poli Finance

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Na grande final do CFA, cinco equipes disputaram o título. Além da Universidade de São Paulo e da Universidade de Seton Hall, participaram times da Austrália, Noruega e Suíça. Por fim, a universidade australiana sagrou-se campeã.

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Confira o vídeo com a final da competição (a equipe Poli Finance aparece aos 2:04:40)

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O que é o CFA Institute Research Challenge?

O CFA Challenge é uma iniciativa educacional que ocorre anualmente e reúne cerca de seis mil estudantes oriundos de mais de mil universidades de cerca de cem países. O torneio é divido em três etapas: nacional, regional e global. Cada equipe pode inscrever até quatro integrantes. Os campeões de cada uma das fases avançam para a próxima etapa.

Na fase regional, os países são divididos em três grupos: Américas (Sul, Central e Norte), EMEA (Europa, Oriente Médio e África) e Ásia-Pacífico (Ásia e Oceania). Os campeões das etapas nacionais avançam para a fase de sua região. O Regional América e EMEA destinam duas vagas para a final, enquanto o Regional Ásia-Pacífico apenas uma. 

A competição consiste no estudo de uma determinada empresa que tenha suas ações negociadas em bolsas de valores. Cada time elabora um relatório analisando as oportunidades de mercado. A tese de investimentos deve apresentar a recomendação de buy (comprar), hold (aguardar) ou sell (vender) para as ações da empresa. Finalmente, esse relatório é apresentado aos avaliadores. O relatório e a apresentação são feitos em inglês.

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