Equipe mobiliza internet para ir a competição mundial de biologia

Equipe da Escola de Engenharia de Lorena criou campanha de financiamento coletivo para pagar passagens, estadia e alimentação durante evento internacional nos Estados Unidos

Por - Editorias: Universidade
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Parte dos membros do Clube de Biologia Sintética da Escola de Engenharia de Lorena - Foto: Divulgação/CBSin EEL
Parte dos membros do Clube de Biologia Sintética da Escola de Engenharia de Lorena – Foto: Divulgação/CBSin EEL

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Em outubro, nos Estados Unidos, será realizada mais uma edição do International Genetically Engineered Machine (iGEM), uma competição científica internacional de “máquinas biológicas”. As máquinas, no caso, são micro-organismos geneticamente modificados utilizando os conhecimentos da biologia sintética, que podem ajudar na solução de problemas como o combate à poluição ou a geração de energia. A competição envolve projetos de estudantes de graduação e pós-graduação do mundo todo.

Entre os 300 projetos inscritos neste ano está o da USP-EEL Brazil, equipe da Escola de Engenharia de Lorena (EEL) da USP que propõe um método para produzir biodiesel a partir da modificação da bactéria Escherichia coli com as mesmas propriedades do diesel produzido a partir do petróleo, mas sem os danos ao meio ambiente. (Leia mais sobre o projeto na reportagem)

O projeto conseguiu o apoio de patrocinadores e da Pró-Reitoria de Pesquisa (PRP) da USP para pagar os US$4 mil da inscrição no iGEM e parte das inscrições individuais – são US$695 por pessoa. Mas ainda faltam mais R$ 8 mil para cobrir passagens, estadia e alimentação de dois membros da equipe, o mínimo necessário para viabilizar a apresentação, que será em Boston.

Para isso, os estudantes criaram uma campanha de financiamento coletivo que envolve recompensas em agradecimento aos doadores, caso a meta seja atingida, como adesivos, chaveiros e porta-copos. Assista ao vídeo criado para a campanha:

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Time USP-EEL Brazil

A equipe da EEL é formada por sete estudantes de Engenharia Bioquímica e Engenharia Química e uma mestranda em Biotecnologia Industrial, sob orientação e coordenação dos professores Fernando Segato e Júlio César Santos, do Departamento de Biotecnologia.

Kit do iGEM recebido pela equipe com amostras de DNA e material para testar células - Foto: Divulgação/CBSin EEL
Kit do iGEM recebido pela equipe com amostras de DNA e material para testar células – Foto: Divulgação/CBSin EEL

Interessados em uma abordagem diferente da biologia, o grupo de alunos passou a se reunir na Escola de Engenharia de Lorena para estudar como modificações genéticas possibilitavam projetar e construir novas funções e sistemas biológicos. Por iniciativa do estudante André Hermann, foi criado há dois anos o Clube de Biologia Sintética (CBSin) e os encontros despertaram a vontade de participar da competição mundial na área, o iGEM.

Além do time USP-EEL Brazil, participam da competição mais duas equipes brasileiras, uma delas também com alunos da Universidade. Em 2015, o time Brasil-USP, formado por alunos de graduação e pós-graduação do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP, conquistou a medalha de ouro no evento.

O iGEM surgiu em 2003 no Massachusetts Institute of Technology (MIT) como uma competição interna, mas acabou se tornando uma fundação independente para o avanço da biologia sintética e para o desenvolvimento de uma comunidade colaborativa e interdisciplinar. Giant Jamboree é o nome da competição anual promovida pelo iGEM, onde equipes são desafiadas a encontrar soluções para o mundo real por meio da construção de sistemas biológicos geneticamente modificados.

Premiação

A competição distribui vários prêmios, de acordo com o que cada time conseguiu realizar. Há, por exemplo, prêmios para os melhores projetos em energia, meio ambiente e nutrição e para os melhores em arte e design, hardware e software. Há ainda prêmios especiais para as contribuições mais inovadoras ao iGEM e também o grande prêmio da competição, separado por nível de formação dos estudantes.

Segundo Tamires Saldanha de Souza, diretora de Comunicação do CBSin, o iGEM oferece convênio com a revista científica PlosOne para que os trabalhos desenvolvidos na competição sejam publicados como artigos. “O iGEM não oferece nenhum prêmio específico em valor, mas lá no Giant Jamboree os graduandos, mestrandos e demais participantes conseguem contato de empresas muito bem posicionadas mundialmente, alguns saem até com emprego garantido. Há grande oportunidade para os âmbitos acadêmico, empresarial e empreendedor”, afirma a estudante.

Colabore

Para ajudar o grupo a participar da competição de biologia sintética, os interessados devem acessar o site da campanha, que faz parte de uma plataforma de mobilização de recursos para projetos de impacto cultural, social, econômico e ambiental. É possível colaborar com doações de R$ 20, R$ 50, R$ 100, R$ 200 e R$ 500 para receber as recompensas ou então doações de qualquer outro valor, sem a recompensa. Os estudantes só receberão o dinheiro se a meta de R$ 8 mil for atingida até o dia 7 de agosto – caso contrário, todos os doadores recebem o dinheiro de volta.

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