Em Lorena, projeto ensina Língua de Sinais para ampliar inclusão na Universidade

Grupo de alunos da EEL criou curso gratuito de Libras voltado a alunos e funcionários do campus

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Projeto LibrEEL oferece aulas gratuitas de Libras na Escola de Engenharia de Lorena | Foto: Victoria Gomes Teixeira

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Até que ponto o ambiente universitário é acolhedor? Um grupo de estudantes da Escola de Engenharia de Lorena (EEL) da USP, no interior de São Paulo, percebeu que não havia pessoas com deficiências (PCD) entre os alunos e se questionou se a causa disso seria a falta de preparo para recebê-las.
Decidiram então criar o LibrEEL, um projeto de ensino da Língua Brasileira de Sinais (Libras) para alunos e funcionários.

Victoria Gomes Teixeira é uma das coordenadoras da iniciativa e conta que ela e os colegas levaram a discussão para as mídias sociais. Como muitos manifestaram interesse em aprender Libras, o grupo abriu as inscrições e começou as atividades no segundo semestre de 2019. “Esperávamos poucos alunos, por ser um projeto no seu início, mas foi bem grandioso. Tivemos uma média de 26 alunos e sempre muito interessados”, conta.

As aulas eram realizadas sempre às quartas-feiras, no horário do almoço, durante todo o semestre. A primeira parte envolvia explicação teórica, seguida de conversação. O conteúdo foi baseado nas ementas da Universidade Tecnológica Federal do Paraná e da Faculdade Pernambucana de Saúde.

Os participantes tiveram lições sobres cumprimentos, alfabeto manual, numerais, dias da semana, meses do ano, condições climáticas, advérbios de tempo, frases em modo exclamativo e interrogativo, pronomes e sinais dos diferentes meios de comunicação. Ao final, uma pessoa com surdez foi convidada para conversar com a turma usando Libras.

Estas primeiras aulas foram ministradas por Thiago Barcaça, aluno de engenharia da EEL. Embora sem formação na área, ele aprendeu Libras cursando dois semestres da disciplina na UTFPR. Para 2020, a diretoria conseguiu uma parceria com uma professora formada em Libras.

“Estamos planejando uma visita com os alunos à Secretaria de Inclusão Social de São Paulo e ao Memorial da Inclusão Social antes das aulas, na primeira semana de março”, explica Victoria. A previsão é que a próxima turma se inicie na segunda semana de março, às quartas-feiras, das 12 horas às 13h30. O grupo também trabalha a possibilidade de criar uma turma no período da noite. “Queremos formalizar o projeto como uma entidade. E, se puder, trazer Libras para a faculdade, para a grade curricular. É um pouco mais difícil porque depende de outros fatores, mas gostaríamos”, afirma Victoria.

Para informações sobre o projeto, é possível entrar em contato pelos e-mails victeixeira@usp.br  e ericksilvapontes@usp.br

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