Redes sociais do Museu de Zoologia da USP ajudam a conhecer a biodiversidade brasileira

Conteúdos educativos desenvolvidos para as redes e também disponíveis no site incluem guias, desafios, dicas de leitura e informações com linguagem acessível e descontraída

 Publicado: 07/10/2021

Redação

De pequenos insetos a dinossauros, o acervo do Museu de Zoologia (MZ) da USP, em São Paulo, é um dos maiores da América Latina. São mais de 10 milhões de exemplares da biodiversidade brasileira e de outros países. Devido à pandemia de covid-19, o museu está temporariamente fechado. Mas você pode conhecer o espaço de casa, fazendo uma visita virtual no site do museu, ou mesmo acompanhando as redes sociais.

Todos os dias, a equipe do museu publica conteúdos com dicas de leitura, os bastidores do museu, informações sobre zoologia que estão disponíveis na internet, apresenta itens do museu ou divulga as pesquisas científicas que são feitas lá.

São informações para todas as idades e todo tipo de público, principalmente estudantes e professores. No site do museu, há uma sessão de downloads de arquivos, como livros para colorir e montar com temas da zoologia, máscaras de animais da fauna brasileira, desafios e guias de atividades pedagógicas. Todos os materiais estão disponíveis no site do museu neste link e em redes como o Facebook.

A última publicação organizada pelo museu foi o Guia prático dos mamíferos aquáticos, dividido em quatro partes. A primeira traz explicações sobre quem são os mamíferos marinhos, sua origem e evolução; a segunda fala sobre diversidade, morfologia e adaptações; a terceira traz informações de ecologia, distribuição e comportamento; por último, a quarta parte trata das ameaças e conservação das espécies. 

No tour virtual, é possível acompanhar a história do museu, visitar exposições, entender sobre a história e o que é biodiversidade, visitar a sala das descobertas e muito mais. O passeio está disponível aqui.

Jornal da USP selecionou alguns exemplos de conteúdos publicados pelo museu em suas redes sociais que ajudam a entender melhor o mundo da zoologia:

Tour virtual permite passeio pelo museu - Foto: Reprodução/MZ

Destaques do Acervo

Já ouviu falar no Serelepe? 

Nome científico: Urosciurus spadiceus

Distribuição: Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e norte do Brasil

Urosciurus é um gênero de roedores da família Sciuridae, um tipo de esquilo que ocorre na América do Sul e no Brasil, conhecido como caxinguelê, serelepe, quatipuru e caticoco. Sua cauda é grande e volumosa, maior que o comprimento do corpo. Este bichinho apresenta pelos longos de coloração marrom-avermelhada. São animais arborícolas e terrestres que alimentam-se de frutos e sementes e possuem hábitos solitários.

Reprodução/Facebook

Bastidores do Museu

Essa é para vocês, educadorxs! 

Sabiam que é possível ter acesso a objetos do acervo do MZ-USP para usar em sala de aula, gratuitamente?

A Seção de Atividades Educativas oferece – em caráter de empréstimo – objetos zoológicos e paleontológicos especialmente preparados para uso pedagógico – em aulas de ciências, biologia e outras disciplinas afins, como também para feiras de ciências.

A coleção disponível para empréstimo inclui animais taxidermizados, esqueletos, animais preservados em via úmida, fósseis, réplicas, modelos, fichas e apostilas.

Os materiais precisam ser selecionados com antecedência, pois há muita demanda!

Curiosxs para saber como funciona esse serviço? Acessem nosso site www.mz.usp.br e lá poderão saber mais detalhes!

Reprodução/Facebook

Guia prático dos mamíferos aquáticos

A espera foi longa, mas esperamos que a leitura valha a pena! A quarta e última parte do Guia de mamíferos aquáticos agora está disponível para download no site do museu. 

Agora que já conhecemos os grupos integrantes dos mamíferos aquáticos, sua história evolutiva, diversidade, morfologia e ecologia, passamos para o tema importantíssimo das ameaças e conservação. A última parte do guia apresenta uma narrativa mais crítica e dura, mas ainda repleta de informação e do humor presente nas partes anteriores. 

Esperamos que a leitura levante reflexões e sensibilize os leitores para temas fundamentais para preservarmos esses animais tão incríveis e essenciais para o equilíbrio ecossistêmico.

Agradecemos a todos que nos acompanharam e apoiaram este trabalho até aqui e boa leitura!

O material está acessível neste link.

Vimos e Gostamos

Faz ideia do que seja uma árvore filogenética? Parece complicado, mas não é! 

Para entender melhor esse conceito deixamos aqui a dica de um site colaborativo sensacional!

O Portal de Zoologia de Pernambuco é 100% brasileiro, criado em 2017 por professores da Universidade Federal de Pernambuco. 

Como toda plataforma colaborativa, diversos pesquisadores elaboram e publicam conteúdos sobre zoologia e relações evolutivas entre os grupos animais  – uma plataforma interativa, baseada em trabalhos científicos publicados e em constante crescimento.

Gostou? Que tal conferir e dar uma força ao crescimento da plataforma? http://www.portal.zoo.bio.br/

Reprodução/Facebook

Dica de Leitura

Sapiens: uma breve história da humanidade

Autor: Yuval Noah Harari 

O livro aborda a história da humanidade desde os primórdios da evolução de nossa espécie até o século 21, pautada nas estratégias de cooperação humana em larga escala – incluindo religiões, estruturas políticas, mercados e instituições legais -, movidas por um sistema único de crenças baseadas em elementos não naturais.

A despeito de toda a experiência e conhecimento acumulados durante esse tempo, a humanidade permanece conduzindo suas bases de ação em sistemas de crenças não naturais, que apenas são renovadas ou se transformam conforme as sociedades são confrontadas com novas demandas e valores.

Reprodução/Facebook

Pesquisa no MZ-USP

Qual a relação entre penas e canto nas aves? O que o ambiente tem a ver com o canto ou as penas das aves? Despertou sua curiosidade? Então confira a pesquisa de hoje!

As aves usam seu canto e vocalizações, assim como sua plumagem e exibições, para se comunicar. Algumas espécies têm a plumagem muito elaborada, mas têm um canto simples, enquanto outras têm um canto muito complexo, porém sua plumagem é simples. A pesquisadora Renata Beco, sob orientação do prof. dr. Luis Fabio Silveira e do dr. Gustavo A. Bravo, testou se em um grupo de aves popularmente conhecido como choquinhas, formigueiros e zidedês (família Thamnophilidae) existia uma associação entre elaboração de plumagem e complexidade do canto: plumagem mais simples = canto mais complexo e vice-versa. Além disso, procuraram avaliar o ambiente onde essas aves vivem e seu comportamento na formação de bandos formados por indivíduos de diferentes espécies que se juntam na floresta para se alimentar. A ideia era testar se esses fatores também influenciariam a evolução da plumagem e do canto. 

Eles descobriram que existe uma associação negativa entre a elaboração da plumagem e complexidade do canto, tanto nos machos como nas fêmeas, e que as espécies que vivem em habitat aberto, como a choquinha-de-coroa-listrada, têm uma plumagem mais elaborada e canto mais simples. Já as de habitat fechado, como a choquinha-de-flanco-branco, têm plumagem mais simples e canto mais complexo. 

Isso significa que quem vive em ambiente mais aberto e claro depende mais dos sinais visuais para comunicação, enquanto que quem vive em ambiente mais fechado e escuro depende mais dos sinais acústicos para comunicação. 

Também descobriram que espécies que participam dos bandos mistos têm plumagem mais diversa e cantos simples quando comparadas com as espécies que não participam.  

A Renata Beco, autora principal desse estudo, é bióloga formada pelo Instituto de Biociências da USP e mestra em Ciências pelo Programa de Pós-Graduação em Zoologia do IB-USP, mas conduziu essa pesquisa no MZ-USP.

Reprodução/Facebook


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