Desafio global na área de investimentos terá duas equipes da USP

Estudantes vão representar o Brasil no “CFA Institute Research Challenge”, competindo com universitários de todo o mundo

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O desafio consiste em analisar e escrever um relatório sobre uma empresa que possua ações negociadas em bolsa de
valores – Imagem: montagem a partir dos subsídios gráficos com licença Creative Commons de atribuição de Willi Heidelbach – Flickr: Passt 2 e Rafael Matsunaga – Flickr via Wikimedia Commons / CC BY 2.0

O analista de investimentos avalia as condições da economia, faz projeções, acompanha os balanços das empresas e ajuda os investidores a tomar decisões. Para ajudar na formação deste profissional e incentivar boas práticas na área, uma associação global organiza, todo ano, um desafio voltado a universitários, o CFA Institute Research Challenge. Pela primeira vez, o Brasil vai enviar dois times para a etapa regional, com países das Américas, e ambos são formados por alunos da USP.

Para garantir a vaga, os times tiveram que produzir relatórios sobre uma empresa que possui ações negociadas na Bolsa de Valores. Neste ano, a escolhida foi a Anima Educação, uma organização privada de ensino superior. 

Além de conhecer melhor a carreira e ganhar experiência, participar da competição proporciona aos estudantes acesso a profissionais do mercado, a oportunidade de receber bolsas de estudo, apresentar os trabalhos e fazer contato com pessoas do mundo todo. “É uma carreira super bem remunerada e pode ser perseguida não só por alunos de economia e engenharia”, afirma a professora da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, Liliam Carrete, supervisora de um dos times finalistas. A FEA, na competição passada, também venceu a etapa brasileira do desafio, do qual participam mais de 70 faculdades brasileiras.

Time enxuto e organizado

Mesmo tendo obtido bons resultados no último CFA Institute Research Challenge, o time da FEA acabou se dissolvendo. A professora Liliam, então, passou a recrutar novos estudantes, o que não foi fácil: muitos acabavam desistindo durante o processo de seleção por perceberem que seria bastante trabalhoso conciliar as demandas do desafio – que ocupam todo um semestre – com estudo e estágio.

Após a formação inicial do time, alguns membros deixaram o grupo, que hoje se resume a três, cada um de um curso da FEA: Caio Pedron (Ciências Atuariais), Fernando Pereira (Administração) e Vinícius Gonçalves Oliveira (Contabilidade).

Da esq. para a dir: Fernando Pereira e Caio Pedron, parte do time supervisionado pela professora Liliam Carrete (centro) – Foto: Marcos Santos / USP Imagens

A “formação enxuta”, como diz Caio, possibilitou uma organização eficiente e setorizada, na qual cada um deles produziu uma parte do que era demandado e organizaram uma unidade por meio de reuniões estratégicas. E, com tal entrosamento, apresentaram-se nas finais.

Trajetória no setor financeiro

O time da Poli surgiu da Poli Finance – entidade que prepara os estudantes para atuar no mercado financeiro. Nicholas Mardegan, Guilherme Polho, Breno Venturi, Arnaldo Sima e Marcelo Hamburger são alunos de Engenharia de Produção e já estão estagiando na área. Por isso, foi em um bar/restaurante no bairro Itaim Bibi, em São Paulo, cercado por bancos e fundos de investimento, que parte deles conversou com o Jornal da USP. 

Nicholas Mardegan, Guilherme Polho e Breno Venturi são parte do time da Poli que participou do CFA Institute Research Challenge – Foto: Marcos Santos / USP Imagens

Eles contaram que entraram na liga de mercado financeiro da Poli em meados de 2017. Todos passaram pela diretoria da organização. Breno chama a atenção para o foco e interesse real que os membros precisam ter para participar do grupo. 

Etapa local teve recorde de inscritos

Em função do número recorde de inscritos, a fase brasileira do Research Challenge teve duas finais, uma na manhã e outra na tarde do dia 24 de novembro. As apresentações, assim como os relatórios, foram feitas em inglês a um júri selecionado pelo CFA.

No primeiro período, a Poli conquistou seu primeiro título. Os dias acompanhando relatórios de agências e da própria Anima, além dos deslocamentos às faculdades que fazem parte da holding de educação, resultaram em um trabalho vencedor, conta o professor Erik Eduardo Rego, que supervisiona o time. Na parte da tarde, a FEA repetiu o feito do ano passado.

Um detalhe interessante foi a decisão final de cada time: os politécnicos optaram por vender as ações da empresa; os feanos, por manter. Ou seja, o que vale é a qualidade do raciocínio e não o resultado final, aponta o estudante de Administração, Fernando.

As equipes da USP estarão em Nova York, nos Estados Unidos, em abril. Dias 23 e 24 ocorre a etapa regional da competição e, no dia 25, a etapa global, que encerra o CFA Institute Research Challenge.

 

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