Curso de Engenharia de Petróleo na Poli será oferecido em São Paulo

Patrícia Matai explica que, em 2012, o curso de graduação da Escola Politécnica foi transferido para Santos por conta das atividades do pré-sal e da proximidade dessas operações

No ano que vem, o curso de graduação de Engenharia de Petróleo da Escola Politécnica (Poli) da USP passará a ser oferecido em São Paulo. O campus de Santos, que desde 2012 abriga as atividades de ensino e pesquisa da Poli, ganhará mais espaço para o desenvolvimento de ciências e tecnologias relacionadas a óleo e gás. Quem conta mais sobre a novidade é a professora Patrícia Matai, do Departamento de Engenharia de Minas e de Petróleo da Poli, em entrevista ao Jornal da USP no Ar.

A professora conta que o curso de Engenharia de Petróleo começou no campus da capital em 2002, onde se manteve até 2011. E, então, “no fim daquele ano, houve uma demanda por parte da Reitoria e da diretoria da Poli, naquele momento, de transferir o curso para a cidade de Santos, por conta das atividades do pré-sal e da proximidade com essas operações. E, então, a primeira turma foi a de 2012, contando inclusive com grande concorrência no vestibular”, retoma.

Neste ano, foi tomada a decisão de transferir apenas o curso de graduação de Engenharia de Petróleo de volta para São Paulo, para os ingressantes de 2021. Atividades de pós-graduação e laboratórios de pesquisa continuam em Santos, e quem começou o curso em Santos continuará estudando na cidade até se formar. A mudança será gradual, a partir do ingresso de novas turmas.

A mudança também levará à redução no número de vagas ofertadas por meio do vestibular, passando de 50 para 35, e as  remanescentes serão redistribuídas para outras graduações da Escola Politécnica. A estrutura curricular consiste em uma formação básica para todos os alunos até o quarto ano e, no quinto ano, o estudante pode optar por fazer qualquer curso da Poli. “Nesse último ano, um aluno de Petróleo pode fazer um módulo na Elétrica, por exemplo, mas o diploma dele é de engenheiro de petróleo. É uma escolha feita pelos próprios estudantes”, explica Patrícia. Além disso, também é possível se matricular em disciplinas optativas.

O curso de Engenharia de Petróleo é voltado para o estudo de reservatórios e poços e, para isso, o discente terá uma forte formação em geologia, mecânica de rochas e fluidos, entre outros assuntos. É um curso bem específico, segundo a docente, e sua importância reside no fato de otimizar a retirada do petróleo com técnicas que auxiliem a retirada do potencial de um poço de petróleo. “Pelo conhecimento que se tem, essa ainda será uma forma de energia com muita vida útil pela frente, apesar do desenvolvimento de outras formas sustentáveis, pois mesmo não sendo usado como combustível, ele é necessário nas indústrias química e petroquímica, desenvolvendo insumos indispensáveis para certas indústrias. Além disso, junto do petróleo, há o gás natural, que também é de grande importância do ponto de vista industrial”, aponta Patrícia.


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