Campus de Ribeirão Preto orienta comunidade sobre caxumba

Cidade registrou 200 casos do início do ano até outubro. Desses, seis foram em alunos do campus da USP

Por - Editorias: Comunidade USP
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Lilian Green e Daniel Araújo orientando representantes da comunidade USP – Foto: Vladimir Tasca

A Secretaria Municipal de Saúde de Ribeirão Preto registrou 200 casos de caxumba na cidade do início do ano até outubro. Desses, seis foram em alunos do campus da USP. Para esclarecer e orientar os estudantes sobre a doença e evitar alarmes, o prefeito do campus da USP em Ribeirão Preto, professor Américo Ceiki Sakamoto, promoveu reunião entre os moradores das residências estudantis e o chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica do município, Daniel Araújo. Participaram também a médica  sanitarista Lilian Green e a enfermeira Ângela Serafim, ambas da Secretaria Municipal da Saúde .

Segundo Lilian, a caxumba é uma infecção viral febril aguda que acomete as glândulas salivares, principalmente as parótidas, mas também atinge as glândulas sublinguais e submandibulares. Apesar de ser uma doença benigna, alguns casos podem apresentar complicações, em especial nos jovens adultos, como orquite, infecção dos testículos ou ooforite, infecção dos ovários, ou, menos frequentes, a meningoencefalite.  

A transmissão pode ser feita pela via respiratória através da eliminação do vírus em gotículas geradas pela fala, espirros ou tosse. “Mesmo existindo uma vacina de prevenção, sua eficácia não é de 100%, bem como a duração, que diminui, gradativamente, ao longo dos anos. A maioria dos casos de caxumba, atualmente, ocorre em adolescentes e adultos jovens. Podem ocorrer surtos quando se reúnem num mesmo espaço pessoas suscetíveis para a doença, como no caso dos indivíduos não vacinados ou que não têm mais anticorpos protetores”, explica.

O vírus da caxumba tem formato aproximadamente esférico e é composto de camadas concêntricas de lipídeos, grandes moléculas de proteína e ácido nucleico. No interior, encontra-se um núcleo de uma molécula, único longa de RNA embrulhado em proteína que é introduzida na célula humana – Domínio Público via Wikimedia Commons

Por ser uma doença benigna, sua prevenção não é tão complicada. A forma mais segura ainda é a vacinação, mas Lilian adverte que o infectado deve evitar o contato com outras pessoas “durante o período de transmissibilidade da doença que é de nove dias após o início dos sintomas para evitar a propagação do vírus”.

Sobre a vacina, Lilian lembra que a tríplice viral é bastante segura. As reações mais frequente são febre, irritabilidade, cefaleia, vermelhidão no corpo. “Como é uma vacina de vírus vivo atenuado, é contraindicada em indivíduos com diminuição da imunidade e gestantes.”

Os casos de caxumba são relatados o ano todo, mas são mais frequentes no final do inverno e início da primavera. E a Vigilância Epidemiológica de Ribeirão Preto conta com a vacinação da tríplice viral e o monitoramento dos casos notificados para prevenir a ocorrência de surtos, diz Lilian.

A orientação para a comunidade é procurar os serviços de saúde ao constatar os sintomas da doença e realizar notificação dos casos confirmados no site da Secretaria Municipal de Saúde.

Com colaboração de Thainan Honorato

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