Como combater o negacionismo científico? Revista “Balbúrdia” propõe caminhos pela educação

Paulo Freire, Darwin, composteira e a queima de uma vela são alguns dos temas de nova edição da revista “Balbúrdia”, organizada por estudantes da USP

 Publicado: 01/10/2021
Terceira edição da revista Balbúrdia. Clique sobre a imagem para acessar

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Junto do avanço tecnológico e da valorização da ciência, uma densa nuvem de negacionismo pairou sobre o mundo, especialmente em países com governanças autoritárias. O antídoto para este mal seria aproximar a ciência das pessoas. É o que acredita um grupo de estudantes do Programa Interunidades em Ensino de Ciências da USP (PIEC). Desde o ano passado, eles publicam a Revista Balbúrdia, apostando na democratização do conhecimento científico, fornecendo base para a discussão e para o desenvolvimento do pensamento crítico nos sujeitos.

A revista está na terceira edição, cujo tema é o negacionismo. A publicação conta com textos de divulgação científica, entrevistas com o físico e professor Ivã Gurgel e com a professora de matemática e filosofia Tatiana Roque. Ainda neste número, uma homenagem a Paulo Freire, patrono da educação brasileira, Charles Darwin e a exploração científica, além do provocativo artigo: “Há razões para não vacinar seus filhos?”.

Reunindo pesquisadores de formação diversa – como física, química, biologia e matemática – Balbúrdia utiliza suas páginas para divulgar, ainda, a atuação de grupos de pesquisa em educação e a experiência dos pós-graduandos em suas pesquisas. A revista relata a defesa do doutorado de Beatriz Crittelli, que apresentou a arguição para a banca em português e em Libras (Linguagem Brasileira de Sinais). A pesquisa indicou uma relação entre a linguagem científica e o uso de recursos multissensoriais para alunas com surdocegueira.

A terceira edição de Balbúrdia discute ainda a descolonização do currículo escolar, reforçando a obrigatoriedade do ensino da história e da cultura afro-brasileira, já determinado na Lei 10.639, de 2013. E homenageia a professora Bárbara Carine Pinheiro Soares, crítica do currículo eurocentrado. Negra, baiana e professora da Universidade Federal da Bahia, Bárbara acumula inúmeros trabalhos acadêmicos e mantém um  perfil no Instagram e um canal no Youtube para dar visibilidade à educação antirracista.

+ Ciência, – fakenews
Lançando mão da informação científica acessível, a revista Balbúrdia vem se especializando no fino equilíbrio entre traduzir o conhecimento científico sem torná-lo simplificado. A revista soma três publicações, desde seu lançamento, no ano passado.

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A publicação surgiu com os estudantes do PIEC, preocupados em estabelecer um canal de divulgação da área de pesquisa em ensino de ciências e de formação para graduandos e pós-graduandos.

Além da revista, o grupo deve iniciar a 4ª Oficina de Divulgação Científica da Balbúrdia, uma ação que visa a estimular estudantes e professores a compreenderem e transmitirem melhor os aspectos que envolvem a divulgação de textos científicos. A oficina ainda não tem data confirmada.

Encontre a Balbúrdia:
Instagram: https://www.instagram.com/balburdiapiec
Site: https://sites.usp.br/revistabalburdia

Para ver a última edição clique aqui.

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