Campus da USP em Ribeirão Preto poderá ter unidade da Fiocruz

Núcleo deve ser implantado no Supera Parque e irá produzir kit diagnóstico rápido de zika e chikungunya

Por - Editorias: Universidade
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Planta para a fabricação de kit diagnóstico rápido será instalada no Supera Parque, que funciona no campus da USP – Foto: Divulgação

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Um grupo de trabalho criado nesta segunda-feira (22) vai estudar a implantação de um núcleo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Ribeirão Preto. Voltado à pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação em saúde, ele deverá ser instalado no Supera, parque tecnológico sediado no campus da USP.

A Fiocruz é vinculada ao Ministério da Saúde e representa uma das mais destacadas instituições de ciência e tecnologia em saúde da América Latina. É responsável pela execução de mais de mil projetos de pesquisa e desenvolvimento tecnológico, que produzem conhecimentos para o controle de doenças como Aids, malária, Chagas, tuberculose, hanseníase, sarampo, rubéola, esquistossomose, meningites e hepatites, além de outros temas ligados à saúde coletiva. A nova planta fabricará kit diagnóstico point of care, que fornece resultados rápidos para diversas doenças, com ênfase em zika vírus e chikungunya.

O grupo de trabalho será coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (SDECTI) e contará com a participação de representantes da Secretaria da Fazenda, Desenvolve SP, Fiocruz e Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto. Entre as principais atribuições da comissão estão: a proposta da metodologia de estudo para implantação da unidade da Fiocruz, a elaboração de relatórios mensais dos trabalhos desenvolvidos e o encaminhamento de parecer final com as proposições definidas pelos participantes. A conclusão dos estudos deverá ser apresentada após 90 dias da data de instalação das atividades.

A instalação da Fiocruz no interior paulista será importante para os avanços na área da saúde. A planta será instalada em um ambiente estratégico e propício para o desenvolvimento de pesquisas aplicadas. O Supera Parque faz parte do Sistema Paulista de Parques Tecnológicos (SPTec) e tem como principal vocação a área da saúde. Reúne em um mesmo local a USP e outras instituições de ensino renomadas, empresas incubadas e técnicos especializados nos segmentos de equipamentos médico-hospitalares, biotecnologia, fármacos, cosméticos, bioenergia e tecnologias da informação e comunicação (TIC).

Essa será a segunda iniciativa da Fiocruz em Ribeirão Preto. Em janeiro deste ano, a fundação firmou acordo com a USP de Ribeirão Preto para cooperação técnico-científica. A primeira etapa da ação é a Plataforma Bi-Institucional de Medicina Translacional, que já entrou em operação na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da Universidade. Na prática, a medicina translacional agiliza a transferência do conhecimento científico para a população.

Supera Parque

Responsável por atrair e reter empresas tecnológicas, com destaque para os setores de saúde, biotecnologia, tecnologia da informação e bioenergia, o Supera Parque surgiu do convênio entre a USP, Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto e SDECTI. O governo do Estado já investiu mais de R$ 11 milhões na iniciativa.

Com uma área de aproximadamente 378 mil m², cerca de 150 mil m² destinados à instalação de empresas, o Supera Parque está dividido em três fases de implantação. A fase I, já em atividade, conta com a Incubadora de Empresas e o Centro de Negócios, que possuem cerca de 50 negócios instalados, além dos serviços prestados pelo Centro de Tecnologia. A fase II, ainda em desenvolvimento, prevê a urbanização dos 150 mil m², que deverá instalar o Centro de P&D. A fase III abrigará a Aceleradora de Empresas e o Núcleo Administrativo do Parque.

Com informações da Assessoria de Imprensa do Governo do Estado de São Paulo

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