C²D: o lugar na USP onde se estudam dados para tomadas de decisões

Novo laboratório em ciências de dados foca pesquisas e formação de talentos em área com aplicações para empresas e melhoria de vida

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Centro de Ciências de Dados (C²D) vai estudar temas como aprendizado de máquina, inteligência artificial, arquitetura para big data, cloud computing, computação de alto desempenho e internet das coisas – Foto: Assessoria de Imprensa da Poli

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O Brasil possui 116 milhões de pessoas conectadas à internet, segundo dados do IBGE, referentes a 2016. Quando um usuário utiliza um serviço digital, como pagar uma conta pelo sistema do banco, ou assistir a um filme on-line, ele gera uma série de dados que são utilizados pela própria plataforma para gerar melhorias na ferramenta.

Com o contínuo crescimento do uso de plataformas digitais em todos os setores da sociedade, aumenta também a demanda por sistemas capazes de gerir os dados coletados e armazenados e, para isto, é necessário formar profissionais capacitados a explorar todo o potencial desses sistemas, seja para aumentar a produtividade das empresas, seja para melhorar a qualidade de vida da população em geral.

A Escola Politécnica (Poli) da USP, em São Paulo, inaugurou, no dia 7 de novembro, o Centro de Ciências de Dados (C²D), laboratório dedicado a formar profissionais e desenvolver pesquisas na área. O projeto tem o apoio do Itaú-Unibanco e é coordenado pelos professores do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais da Poli, Anna Helena Reali Costa, Pedro Luiz Pizzigati Corrêa e Jorge Rady de Almeida Júnior, e pelos profissionais do Itaú-Unibanco, Etienne Americo Cartolano Jr. e Felipe Simões Lage Gomes Duarte.

A professora Anna Reali explica que a ciência dos dados é uma nova área de pesquisa, que surge em um cenário de rápida expansão de grandes repositórios de informações e busca elaborar modelos e processos para a gestão e a descoberta de conhecimento em um grande volume de dados.

A análise desses dados permite melhorar nossos processos de tomada de decisão e de diagnóstico, permite prever e prevenir acidentes, enfim, aumentar a produtividade e a qualidade de vida. Além disso, a partir de grandes bases de dados podemos, usando técnicas de aprendizado de máquina e inteligência artificial, automatizar tarefas repetitivas e perigosas, e reservar para o ser humano as tarefas mais interessantes e recompensadoras”, destaca.

A docente ressalta também que a formação dos agentes envolvidos na análise de informações exige interdisciplinaridade. “As técnicas básicas abordadas em ciência dos dados incluem conhecimentos em banco de dados, soluções para lidar com o grande volume de informações, modelos estatísticos, aprendizagem de máquina, inteligência artificial (IA) e computação de alto desempenho.”

O C²D

O laboratório fica localizado no prédio da Engenharia Elétrica da Poli, no campus Cidade Universitária, e o espaço possui uma arquitetura que permite a reconfiguração do ambiente, conforme as necessidades. Entre as atividades que já estão em prática, além do desenvolvimento de pesquisas em ciência de dados e IA, estão as atividades de ensino, treinamento e estágios, equipes de competição, maratonas de programação e projetos sociais.

O primeiro programa de bolsas oferecido pelo Itaú teve um edital público de pequeno porte e selecionou seis alunos para doutorado, mestrado e iniciação científica.

À direita, o vice-reitor da USP, Antonio Carlos Hernandes, participa de solenidade de inauguração do laboratório C²D ao lado do vice-presidente do Itaú-Unibanco, André Sapoznik – Foto: Assessoria de Imprensa da Poli

Mão na massa

Já está formado um time que participará de competições nacionais e internacionais ligadas à ciência de dados, composto de 38 alunos. O grupo receberá mentoria de membros do C²D e de pesquisadores do Itaú-Unibanco. “No momento, o grupo foca duas competições internacionais: uma para determinar funções de proteínas e outra para detectar tendências sociais com base na leitura automática de jornais”, explica Reali.

Outra iniciativa em andamento no C²D é a IA Cidadã. A Poli conta há muitos anos com um grande conjunto de projetos sociais, coordenados pelo grupo Poli Cidadã, que envolve cerca de 250 alunos nos mais variados projetos sociais, nos quais seus conhecimentos de engenharia são usados para benefício da sociedade. A IA Cidadã procura usar esta experiência para aplicar avanços da área de inteligência artificial em problemas de relevância social.

Um espaço irmão do C²D é o Centro de Inteligência Artificial e de Aprendizado de Máquina (CIAAM), coordenado pelo professor Fabio Cozman, e que também é patrocinado pelo Itaú e está localizado no prédio do InovaUSP.

Coordenação

A gestão do C²D foi concebida para responder de maneira ágil ao dinamismo da área, e para isso há um Comitê de Acompanhamento composto dos professores Pedro Corrêa, Jorge Rady e Anna Reali, pela USP, e pelo Itaú-Unibanco, por Etienne Cartolano e Felipe Duarte. Esse comitê executa decisões táticas e operacionais, em consonância com o Comitê Executivo, responsável pelas ações estratégicas do laboratório, integrado pelos professores Antonio Saraiva e Fábio Cozman, pela USP, e por Eduardo Hruschka, pelo Itaú.

Centro de Ciências de Dados
Av. Prof. Luciano Gualberto, Travessa do Politécnico, 158
Butantã – São Paulo – SP – CEP 05508-010
Fone: +55 (11) 3091-9090 | E-mail: c2d@usp.br

Amanda Rabelo/ Assessoria de Comunicação da Poli

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