Brasil e França formam rede de pesquisa em energia e meio ambiente

A Escola Politécnica (Poli) da USP é uma das instituições que integram a parceria, considerada um “laboratório sem muros”

Compartilhar no FacebookCompartilhar no Google+Tweet about this on TwitterImprimir esta páginaEnviar por e-mail
Cerimonia de instalação do Laboratoire International Associé Franco Brésilien – Energie & Environnement (L.I.A.)- Foto: Marcos Santos/USP Imagens

.
Das instituições que integram a chamada rede de pesquisa 6+5, que reúne cientistas da França e do Brasil, incluindo a Escola Politécnica (Poli) da USP, nasceu o Laboratoire International Associé Franco Brésilien – Energie & Environnement (L.I.A.), que começa a operar oficialmente este mês.

O L.I.A. é um ‘laboratório sem muros’, criado pelo governo francês, para estruturar colaborações entre equipes de pesquisa e laboratórios da França com parceiros de outros países com quem já realiza algum tipo de trabalho conjunto. A rede vai atuar por quatro anos, prorrogáveis por mais quatro, em pesquisas de fontes de energia renováveis, observando todas as suas facetas: a produção, o consumo, os impactos ambientais, a integração e interação com outras formas de energia, e as redes de distribuição.

Mesa de abertura da instalação do Laboratoire International Associé Franco Brésilien – Energie & Environnement (L.I.A.) – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

A expectativa é que laboratório reforce a cooperação, estimule mais colaborações em pesquisa e aplicações práticas, e, consequentemente, amplie a produção científica e a visibilidade internacional. O grupo de pesquisadores da Poli dentro do L.I.A. é coordenado pelo professor Song Won Park, do Departamento de Engenharia Química.

A cerimônia de instalação do laboratório ocorreu na última quarta-feira (3), na Cidade Universitária. O evento contou com a participação e presença de dirigentes da USP, autoridades e pesquisadores.

José Pissolato – Foto: Isaías Teixeira Via Portal Unicamp

“A rede abre um importante espaço para que pesquisadores brasileiros trabalhem em cooperação internacional. Isso aumentará as chances de participarmos, inclusive, de projetos financiados por instituições europeias e ainda nos dará mais visibilidade internacional, aumentando o impacto das nossas pesquisas, já que as pesquisas são publicadas em regime de coautoria”, ressaltou o professor da Unicamp José Pissolato, diretor científico brasileiro da iniciativa.

Pesquisadores que tenham projetos nas áreas de atuação do laboratório podem entrar em contato com o professor Pissolato (pissolato@gmail.com) para discutir as possibilidades de cooperação e inserção no L.I.A. As principais linhas de pesquisa são: transformação da energia (focando em pesquisas sobre combustão, formação de poluentes, eficiência energética, por exemplo); redes de distribuição (integração, estocagem geração distribuída, proteção e qualidade dos serviços e outros); e meio ambiente (redução das emissões, fontes renováveis, otimização da rede de energia, gerenciamento de recursos hídricos e lixo).

Importância da rede

José Goldemberg – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

O Professor Emérito da USP e presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), José Goldemberg, contou que a agência de fomento paulista apoiou, entre janeiro de 1992 e abril de 2017, um total de 1.132 projetos de pesquisa em meio ambiente e 1.545 projetos em energia. Acrescentou que em relação aos projetos de cooperação internacional, a França ocupa posição de destaque nos financiamentos da fundação: foram apoiados 132 projetos feitos em cooperação com franceses, atrás apenas do Reino Unido (308) e da Alemanha (136). “O estabelecimento dessa rede é da maior importância porque pode estimular novas cooperações internacionais, algo que aumenta significativamente o impacto das nossas pesquisas e leva a nossa ciência mais perto da vanguarda do conhecimento”, ressaltou.

José Roberto Castilho Piqueira – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

O professor José Roberto Castilho Piqueira, diretor da Poli, apontou que o Brasil tem escolas de engenharia de alto nível, mas não é forte em todas as áreas. “A união das nossas escolas é fundamental para promover o progresso da engenharia do País e para transformar a engenharia em algo que seja útil para a população e não mero balcão de negócios, como temos visto até hoje”, observou.
Piqueira também destacou a parceria entre a Poli e as instituições francesas, lembrando dos bons resultados obtidos com o programa de duplo diploma e as discussões para a criação do curso de Engenharia da Complexidade na Poli-Santos. “A França é um importante parceiro na melhoria do ensino, da pesquisa e da extensão dentro da nossa escola”, disse.

A cerimônia foi encerrada pelo vice-reitor e professor da Poli, Vahan Agopyan. Ele agradeceu a confiança dos colegas franceses e lembrou que a colaboração com a França está na gênese da constituição da USP. “Internacionalização, para nós, é ferramenta imprescindível para alcançarmos patamares mais elevados de qualidade. Por isso, este laboratório está sendo uma consequência dessa internacionalização”, finalizou.

Com informações da Assessoria de Comunicação da Poli

 

Compartilhar no FacebookCompartilhar no Google+Tweet about this on TwitterImprimir esta páginaEnviar por e-mail

Textos relacionados