Espaço para descanso, atividades educacionais e ações sociais: novidades das bibliotecas universitárias - Fotos: Divulgação/IGc USP

Bibliotecas universitárias mudam perfil para atender aos novos tempos

Alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU, as bibliotecas pretendem se transformar em um local de pleno acesso ao conhecimento; funcionamento com horário estendido, ações culturais, jogos, área de descanso e novas formas de pesquisar buscam atrair mais público

 21/11/2022 - Publicado há 3 meses  Atualizado: 23/11/2022 as 12:13

Claudia Costa, Luisa Hirata e Maria Fernanda Barros

“A biblioteca pública, porta de acesso local ao conhecimento, fornece as condições básicas para a aprendizagem ao longo da vida, a tomada de decisão independente e o desenvolvimento cultural de indivíduos e grupos sociais.” Essa afirmação faz parte do Manifesto sobre Bibliotecas Públicas, lançado pela Ifla (International Federation of Library Associations and Institutions) e pela Unesco. Essa versão, disponível neste link, atualiza a de 1994, destacando a contribuição das bibliotecas para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos pela Agenda 2030 e, consequentemente, a construção de sociedades mais equitativas, humanas e sustentáveis.

Em busca desse novo perfil de pleno acesso ao conhecimento e de ampliação de visitas aos seus espaços, físicos e digitais, as bibliotecas universitárias que integram a Agência de Bibliotecas e Coleções Digitais (ABCD) da USP tornaram-se parceiras estratégicas da Agenda 2030, e também o elo de acesso a todo o sistema de conhecimento produzido na Universidade, ao qual todas as pessoas têm direito. Segundo Adriana Ferrari, coordenadora executiva da ABCD, a biblioteca é um equipamento cultural da sociedade, de acesso público e aberto, e as bibliotecas universitárias também cumprem essa tarefa, abrindo seus espaços para além dos muros da Universidade. “As nossas bibliotecas acadêmicas também são de acesso público, e temos um compromisso com a sociedade de oferecer serviços para toda a comunidade”, reitera. Ela ainda acrescenta que é preciso estar alinhado com as demandas do futuro, de inclusão e acolhimento, preocupando-se com a diversidade de públicos. 

No contexto universitário, a Ciência Aberta é uma questão em destaque e envolve como a biblioteca pode tornar acessível o conhecimento. Adriana cita, por exemplo, o Portal de Livros Abertos da USP – reunião e divulgação dos livros digitais, com downloads gratuitos, acadêmicos e científicos publicados pelas unidades, institutos, centros e demais órgãos da USP de todas as áreas do conhecimento – e os repositórios digitais de teses e dissertações, baseados em pesquisas científicas. “Mas será que um professor de matemática sabe como acessar esse conhecimento se não o provocarmos, se não dissermos que esse conhecimento existe?”, questiona. Segundo ela, as bibliotecas da USP vêm tentando fazer com que, cada vez mais, esse conhecimento científico chegue a um maior número de pessoas.

Foto: Divulgação/Febab

Adriana Ferrari, coordenadora executiva da Agência de Bibliotecas e Coleções Digitais da USP – Foto: Divulgação/Febab

Além disso, as bibliotecas – mesmo sendo milenares – se reinventam o tempo todo, assumindo novas funções. “Mais do que servir à bibliografia dos cursos universitários, somam-se novos papéis aos já tradicionais, de preservação do legado das cadeiras acadêmicas antigas”, diz, referindo-se aos desafios ligados ao mundo digital. Segundo ela, é preciso se preocupar com a curadoria digital e a pandemia de covid-19 acelerou essa mudança de perfil das bibliotecas, que se tornaram híbridas, oferecendo serviços remotos e acesso a coleções virtuais. Como comenta Adriana, o convívio se perdeu e a frequência às bibliotecas caiu, mas isso é um reflexo mundial. “De qualquer forma, não devemos ter ilusões de que tudo vai estar digitalizado, ainda mais num país que pertence a uma região – da América Latina e Caribe – que é a mais desigual do planeta. Por isso, as bibliotecas são e sempre serão híbridas”, garante.

Programa de inclusão social em biblioteca da USP em São Carlos - Foto: Divulgação/USP SC

Outro aspecto importante é a mudança do uso da biblioteca, principalmente com o ingresso de estudantes em vulnerabilidade socioeconômica na Universidade. Durante a pandemia, muitos alunos não tinham um lugar para estudar e nem mesmo acesso à internet, e por isso recorreram aos prédios das bibliotecas universitárias, que estão se tornando, cada vez mais, ambientes de estudo e de convivência.

“Queremos contribuir para uma ressignificação do lugar, até mesmo com mobiliários, onde as pessoas não somente venham fazer pesquisas, mas possam desfrutar do espaço, de uma exposição ou ação cultural”, espera Adriana. E as mudanças já estão acontecendo. Com funcionamento estendido (de 24 horas) e acessibilidade total, as novas bibliotecas universitárias buscam atender a uma grande diversidade de públicos. Como diz Adriana, “as bibliotecas estão colaborando na construção de uma sociedade mais justa, mais igualitária e sustentável”, objetivos da Agenda 2030. E o próprio Manifesto proclama a crença da Unesco “na biblioteca pública como uma força viva para a educação, cultura, inclusão e informação, como um agente essencial para o desenvolvimento sustentável, para o desenvolvimento da paz e bem-estar espiritual de todos os indivíduos”.

“A ciência, a cultura e todas as outras faces do saber residem nas bibliotecas”

 “A ciência, a cultura e todas as outras faces do saber residem nas bibliotecas. É por isso que esses espaços são tão essenciais para a elaboração de um projeto inovador de futuro”, pontuou a vice-reitora da USP, Maria Arminda do Nascimento Arruda, na abertura da XXV Semana do Livro e da Biblioteca da USP, evento realizado na última semana de outubro. “O Brasil precisa se afastar do obscurantismo e da regressão, que beiram a barbárie. Sem as bibliotecas, muito dificilmente seremos capazes de fazer isso”, destacou a professora, evocando o papel fundamental das bibliotecas para a construção de dias mais prósperos. 

Com a temática Parceiras Estratégicas da Agenda 2030, as discussões principais do encontro pautaram, justamente, ações que podem ser colocadas em prática pelas bibliotecas para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos pela ONU. Foram destacadas a importância da implementação da ciência aberta nas bibliotecas, que visa a efetivar a educação básica e combater a desigualdade, ao facilitar o acesso ao conhecimento por meio da disponibilização das informações nos veículos digitais. Entre os exemplos, está a Biblioteca Dante Moreira Leite do Instituto de Psicologia (IP) da USP, uma das bibliotecas universitárias comprometidas com os propósitos da ciência aberta.

Clique no player a seguir para conferir o evento:

O evento, que mobilizou a comunidade acadêmica em prol da adesão ao Selo ODS, sistema que integra os projetos e instituições comprometidos com a implementação da Agenda 2030, também apresentou vários cases, como o horário estendido e o espaço Geofactory na biblioteca do Instituto de Geociências ou o projeto de acessibilidade total implementado nas bibliotecas do campus de São Carlos. Confira abaixo algumas iniciativas transformadoras de bibliotecas da USP, projetadas para os novos caminhos e desafios do futuro:

Inclusiva e acessível:
em busca de todos os públicos

Já imaginou uma biblioteca com jogos de tabuleiro, cafeteria e área de descanso? Após a reforma, prevista para ser concluída em setembro de 2023, essa será a realidade da Biblioteca Central do Campus USP de Ribeirão Preto, que também terá salas de estudo individual e empréstimo de notebooks, tablets e fones de ouvido. O espaço é de uso público, para a comunidade USP e externa, da mesma forma que na Seção de Biblioteca da Prefeitura do Campus USP de São Carlos, que empresta materiais, oferece salas de leitura e estudo e recebe escolas públicas para atividades educacionais e de divulgação científica por meio de parcerias com o Centro de Inclusão Social USP São Carlos (CIS-USP SC) e o Projeto Pequeno Cidadão.

Projeto Pequeno Cidadão em biblioteca da USP São Carlos - Foto: Divulgação/IFSC

Além de aproximar o público geral da Universidade, as bibliotecas contam com estrutura e equipamentos que as tornam acessíveis para as pessoas com deficiência. 

Itens de acessibilidade na biblioteca do ICMC, na USP em São Carlos - Foto: Divulgação/ICMC

Pisos e mapas táteis, placas indicativas de degraus e corrimãos e de sinalização dos ambientes em braile, dentre outras medidas de sinalização horizontal e vertical,  serão instalados em 2023 na Biblioteca Prof. Dr. Sergio Rodrigues Fontes, da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), e na Biblioteca Prof. Johannes Rüdiger Lechat, do Instituto de Química de São Carlos (IQSC). O projeto também inclui a disponibilização de kits de tecnologia assistiva e a capacitação de funcionários em Libras para atendimento. Você, aluno USP ou não, também pode aprender Libras com os cursos de nível básico oferecidos pelas bibliotecas.

Também em São Carlos, a Biblioteca Achille Bassi do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) implantou medidas de acessibilidade física, como o piso tátil desde o estacionamento, balcões rebaixados e a indicação de início e fim dos lances das escadas, além da distância de um metro entre as estantes e nos corredores para facilitar a circulação pelo acervo, de acordo com as indicações da Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas de Informação e Instituições (Febab).

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Muitos não sabem o que é a Universidade de São Paulo, não sabem se ela é pública ou privada, o que é, quem é esse vizinho."

Ana Paula Calabrez Araujo, chefe de Seção Técnica da Biblioteca da Prefeitura do Campus USP de São Carlos

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Nós pretendemos que, com essa reestruturação da biblioteca, a sociedade, a comunidade de Ribeirão Preto passe a conhecer e frequentar mais a Biblioteca Central."

Robson de Paula, chefe técnico da Biblioteca Central do Campus USP de Ribeirão Preto

Integração e acolhimento
para atender os mais vulneráveis

Uma biblioteca com computadores, sofás e café, aberta 24h, sem restrição de público ou uso? Esse é o Espaço Geofactory, do Serviço de Biblioteca do Instituto de Geociências (IGc), uma nova versão das bibliotecas: uma área de coworking aberta para alunos de todas as unidades e à comunidade externa, com equipamentos à disposição e espaço de descanso para estimular a criatividade, a prototipagem e parcerias entre estudantes e profissionais de várias áreas do conhecimento. Além das possibilidades de criação, essa iniciativa mostra o potencial da biblioteca para ser um espaço de acolhimento para seus usuários, especialmente para aqueles em situação de vulnerabilidade econômica.

Integração para inovação também é a proposta da Biblioteca Central do campus da USP em Ribeirão Preto, que, após a reforma, contará com jogos de tabuleiro, cafeteria e área de descanso. A biblioteca também oferecerá ao público interno e externo salas de estudo individual e empréstimo de notebooks, tablets e fones de ouvido, para transformar seu espaço num local não só de trabalho, mas de integração.

Espaço Geofactory e o projeto da Biblioteca Central do campus em Ribeirão Preto - Foto: Divulgação/IGc e USP RP

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As bibliotecas não são mais tão frequentadas fisicamente quanto eram no passado, e o consumo de informação também não é o mesmo de 30 anos atrás. Tudo mudou."

Celia Rosa, chefe técnica da Seção de Atendimento ao Usuário do Serviço de Biblioteca do IGc

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Era preciso pensar um espaço em que eles tivessem um conforto maior para pôr a criatividade em desenvolvimento, com o uso racional dos recursos."

Celia Rosa, chefe técnica da Seção de Atendimento ao Usuário do Serviço de Biblioteca do IGc

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Os alunos que passam por lá contam das dificuldades e como ter um espaço de acolhimento como esse fez a diferença."

Anderson de Santana, chefe técnico do Serviço de Biblioteca do IGc

Eventos e exposições: espaço especial para a cultura

A organização de eventos culturais também é uma atividade das bibliotecas. Para pensar sobre os problemas atuais e mostrar a importância das Humanidades, a Biblioteca Florestan Fernandes, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), apresenta no podcast Vem junto 2030 os trabalhos da instituição que se relacionam aos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) a partir de explicações de professores e pesquisadores.

Realizada pela Biblioteca Achille Bassi, do ICMC, e pela Biblioteca do IAU, do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU), a Festa do Livro de São Carlos tem, além da venda de livros e rodas de conversa com autores, uma programação cultural e literária temática, com sarau de poesia, apresentações musicais e oficinas de teatro. O evento ocorre uma vez por ano, em agosto.

Festa do Livro na USP em São Carlos - Foto: Divulgação/USP SC

Já na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), o Serviço Técnico de Biblioteca promove em seu espaço exposições de coleções iconográficas de profissionais da área, com materiais como fotografias, vídeos e desenhos, acompanhadas de seminários, para dar visibilidade às mais recentes doações feitas à biblioteca.

Clique no player a seguir para ouvir um dos episódios do podcast Vem Junto 2030:

Acesse todos os podcasts do Vem Junto 2023 no Spotify, neste link.

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Tem muito público para esse tipo de evento, e tem tudo a ver conosco enquanto biblioteca, não só como Universidade."

Juliana Moraes, chefe técnica da Biblioteca Achille Bassi do ICMC

Novas formas de pesquisa e interação

Promover a inovação também é a missão das bibliotecas. Com o Centro de Recursos de Aprendizagem e Investigação (CRAI), um minerador de teses ainda em desenvolvimento para trazer novas funcionalidades, o Serviço de Documentação Odontológica da Faculdade de Odontologia (FO) quer ajudar em especial os alunos de graduação a encontrarem os temas de pesquisa menos explorados no instituto. 

Num programa de realidade virtual que simula as dependências da faculdade, o sistema organiza as teses de doutorado por trigramas (três palavras: central, antecessora e sucessora), com informações sobre o tema da pesquisa, a metodologia e como ela se relaciona com as demais. Navegando virtualmente, os alunos podem conhecer os vocábulos mais usados e seus significados nos trabalhos e quais temas foram mais e menos pesquisados em cada departamento.

Tela do minerador de teses acessado por realidade virtual - Foto: Divulgação/FOUSP

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Nós deixamos de fazer mais do mesmo e passamos a fazer algo que é diferente."

Robson Brandão, do Serviço de Assistência e Divulgação Técnico-científico do Serviço de Documentação Odontológica da FO

Divulgação que aproxima o público da ciência

Divulgar o conhecimento é a missão da Divisão de Biblioteca da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), que publica já há 25 anos a Série Produtor Rural, projeto de extensão universitária que leva ao agricultor familiar, que compõe a maior parcela dos produtores rurais do Brasil, teses e pesquisas da USP da área explicadas numa linguagem simples e com ilustrações para que ele possa melhorar sua produção. É o conhecimento produzido dentro da Universidade levado até o produtor.  

Série Produtor Rural leva conhecimento da Universidade para pequenos agricultores - Foto: Divulgação/Esalq

Você pode baixar gratuitamente os volumes neste link ou adquirir a versão impressa.

E para levar informação para uma plataforma de grande alcance, a Biblioteca Carlos Benjamin de Lyra, do Instituto de Matemática e Estatística (IME), integra o projeto Glam (Galerias, bibliotecas, arquivos e museus, na tradução do acrônimo em inglês) Bibliotecas da USP, junto da Biblioteca da Escola de Comunicações e Artes (ECA) e o Serviço Técnico de Biblioteca da FAU. O projeto estabelece parcerias educacionais e culturais com a Fundação Wikimedia para que os funcionários da biblioteca criem e mantenham artigos de docentes e pesquisadores de sua unidade na Wikipédia, contando com citações e referências de fontes seguras. A biblioteca também publica conteúdos midiáticos no Wikimedia Commons, de acesso aberto e gratuito, e cadastra a produção científica de sua unidade no WikiData. 

Além disso, como forma de promover a alfabetização informacional e midiática, uma das práticas educacionais do projeto é usar a Wikipédia como meio de inserir os alunos de graduação na pesquisa e escrita de textos informativos, de acordo com a linguagem da plataforma.

Confira outras iniciativas:

Organizar a informação de forma qualificada para o público é uma das iniciativas da Biblioteca Lourival Gomes Machado, do Museu de Arte Contemporânea (MAC), que participa de todo o processo de curadoria das exposições do patrimônio bibliográfico documental na temática ambiental no âmbito da arte presente no acervo, com livros e outros documentos históricos. O intuito é não só preservar o patrimônio, mas torná-lo acessível ao público no formato de informação, instigando o interesse pelo estudo das relações entre cidade, arte e meio ambiente.

A Divisão de Biblioteca e Documentação da Faculdade de Medicina (FM) se dedica a analisar e reunir a produção científica dos docentes e pesquisadores do complexo FM e Hospital das Clínicas (HC) que se relaciona com os ODS na Comunidade Temática ODS do Observatório da Produção Intelectual (OPI) do Sistema HC-FMUSP. A biblioteca também colabora na produção de uma série de vídeos com os especialistas da faculdade que estão desenvolvendo suas pesquisas nas áreas dos ODS. Confira os vídeos clicando aqui.

Esse tipo de mapeamento por diversas bases de dados também é realizado pela Biblioteca Prof. Dr. Sergio Rodrigues Fontes, da EESC.

Clique no player abaixo para conferir um dos vídeos da série com pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP:

A Biblioteca Dante Moreira Leite, do Instituto de Psicologia (IP), trabalha em projetos de acesso aberto de periódicos e outros materiais no meio digital a partir de sua biblioteca virtual, da disponibilização de obras no Portal de Livros Abertos da USP e do incentivo à publicação em acesso aberto, essa que é a missão da Agência de Bibliotecas e Coleções Digitais da USP (ABCD), que promove a Ciência Aberta aglutinando e divulgando a produção científica da Universidade.

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Como Universidade, temos a obrigação de compartilhar tudo que aprendemos, de transformar uma linguagem ou uma pesquisa em algo que possa ser assimilado por eles.”

Marcia Regina Saad, chefe técnica da Divisão de Biblioteca da Esalq

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A Wikipédia é um dos dez sites mais acessados do mundo, então precisamos ultrapassar um pouco as portas da biblioteca, do nosso catálogo on-line, e ir ao encontro dos usuários onde eles vão buscar a informação.”

Stela Madruga, chefe técnica da Biblioteca Carlos Benjamin de Lyra do IME

Para saber mais sobre as iniciativas de bibliotecas da USP acompanhe a Agência de Bibliotecas e Coleções Digitais (ABCD) pelo site https://www.abcd.usp.br e nas redes sociais Facebook, Instagram e Twitter.


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