Atenda a uma carta de Natal e leve esperança a milhares de casas

Funcionária da USP, em São Paulo, facilita a distribuição de cartas dos Correios para o Papai Noel; ajuda pode ser feita até dia 10 de dezembro

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Parte dos presentes pedidos pelas crianças em cartinhas para o Papai Noel com ajuda de Izabel | Foto: Arquivo Pessoal

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Cris, já chegaram as cartinhas?

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Essa é a frase que Izabel Cristina, funcionária da Superintendência do Espaço Físico (SEF) da USP, em São Paulo, mais escuta nesta época do ano. E se enche de orgulho para responder que “sim” e deixar sua sala como uma minifábrica do bom velhinho. Ela participa da campanha Papai Noel dos Correios. Seu trabalho é selecionar cartas que as crianças enviam aos Correios, organizar os pedidos em planilhas e distribuir a voluntários que vivem na capital paulista e região metropolitana. 

Izabel conta que sempre está chegando gente nova para contribuir com um Natal mais humano. Este ano, os voluntários podem entrar em contato através do telefone (11) 2648-1019, acolher uma ou mais cartinhas e enviar o presente até o dia 10 de dezembro. O endereço para envio é o da Superintendência do Espaço Físico, prédio da Administração Central, na Rua da Praça do  Relógio, 109, bloco K, 4º andar, na Cidade Universitária, Butantã, São Paulo.

Izabel Cristina, funcionária da SEF da USP que há 13 anos ajuda nos presentes de Natal para crianças | Foto: Arquivo Pessoal

“As crianças são sinceras. Até mesmo aquelas que talvez não acreditem no Papai Noel acabam desabafando nas linhas. Elas têm esperança”, conta a Mamãe Noel da USP. Desde 2006, a funcionária realiza trabalhos sociais. Tudo começou depois de se incomodar com as ceias fartas para uns e a falta para outros, a presença da família em algumas casas e em outras nem casa ter. 

Ela descreve que já fez várias ações junto com a jornalista Regina Ramoska. A realização de um chá em uma casa de idosos, em Santo André, passar a noite de Natal em um abrigo de crianças vítimas de violência, até chegar à campanha dos Correios. “As crianças sonham, independente do lugar onde moram.”

Ano passado, foram cerca de 1.800 “esperanças em forma de presentes” entregues na capital e nos municípios da Grande São Paulo atendidos pela rede de colegas de trabalho, amigos e familiares de Izabel. Assim, ela não trabalha com metas. Mas com realizações. “A cada ano, vimos que podemos fazer mais. Sempre um pouco mais. No fim, sempre dá certo. E este ano vai dar.”

E a campanha de 2019 tem motivos muito especiais. Além de ser a edição de número 30 do Papai Noel dos Correios, Izabel está com pedidos do Graacc — instituição social sem fins lucrativos que trabalha com crianças e adolescentes com câncer —  e do Núcleo Assistencial Brasilândia, que realiza tratamento, reabilitação e inclusão de crianças com deficiências físicas e mentais de origem neurológica. E também, como em todo ano, as cartinhas individuais e de instituições educacionais.

“Presente não é algo fácil, mas esperamos dar às crianças o que elas realmente estão pedindo.” Izabel define esse trabalho como um facilitador. Após ir ao prédio dos Correios na zona oeste de São Paulo, faz um cadastro de pedidos e começa a distribuir para a rede de pessoas. Um desses pontos é sua amiga Regiane Pereira dos Santos, bibliotecária da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP.
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Equipe de amigos da Izabel que ajudou na organização dos presentes no Natal 2018 | Foto: Arquivo Pessoal

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Os voluntários para acolher um sonho de Natal são de vários lugares. Alguns de unidades da própria Universidade, outros estão até fora do Brasil. “E têm os amigos que falam para outros amigos e assim chega a pessoas que não conhecia. É verdadeiramente uma rede”, confessa Izabel depois de narrar episódios sobre estudantes, funcionários e dirigentes da USP que a ajudaram na atenção aos pedidos das crianças.

A entrega dos presentes é feita pela equipe dos Correios. Izabel conta com autorização da instituição para realizar algumas entregas. Mas a confirmação do destinatário é certa. E a alegria para uma criança também. Naquele presente, embrulhado em um papel decorativo, tem algo muito valioso: a esperança.

“Existe no nosso País uma desigualdade muito grande. E isso acontece todos os dias. Mas no Natal é gritante. Vemos na TV as casas lindas, as ceias, tudo muito inalcançável para as crianças. Quando atendemos a uma cartinha, essa pessoa leva esperança. Esperança de um mundo melhor para aquela criança”, lembra Izabel.

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