Aos 90 anos, físico José Goldemberg é um dos cientistas mais relevantes do País

Em vídeo, o Professor Emérito da USP fala sobre sua trajetória e a rotina pessoal e acadêmica

Por - Editorias: Universidade

“Seu trabalho personifica o que uma boa universidade deve ser”. Assim o atual diretor do Instituto de Física da USP resume a extensa carreira de José Goldemberg, que completou no final de maio 90 anos – 73 deles dedicados à USP. Marcos Nogueira Martins está hoje no cargo que Goldemberg ocupou na década de 1970 durante duas gestões.

Goldemberg comanda atualmente uma das principais agências de fomento à pesquisa científica e tecnológica do País, a Fapesp. É colunista da Rádio USP e professor sênior do Instituto de Energia e Ambiente da USP.

Em entrevista ao Jornal da USP, o cientista da energia fala sobre sua trajetória, lembra sua época como reitor e conta um pouco sobre sua rotina.

Reconhecido pesquisador na área de energia e desenvolvimento sustentável, Goldemberg teve papel importante em diversos momentos da USP e do País. Como reitor, foi uma das lideranças na conquista da autonomia financeira das universidades estaduais paulistas. Foi a partir de seus estudos que o governo brasileiro ganhou força para criar, em 1975, o Programa Nacional do Álcool, que impulsionou a produção de bioenergia no País.

Homem público, esteve à frente de órgãos estaduais e federais por quase dez anos, com destaque para seu período como Secretário de Meio Ambiente da Presidência da República: é lembrado como um dos protagonistas da Rio-92, Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, quando o conceito de desenvolvimento sustentável passou a ser conhecido e difundido.

Nos dias 5 e 6 de junho, um evento científico na USP homenageou os 90 anos do professor. A quinta edição da Conferência Regional sobre Mudanças Globais escolheu como fio condutor alguns dos principais temas trabalhados durante a carreira de Goldemberg: energia, fontes renováveis, sustentabilidade e políticas públicas.

Ao falar sobre sua trajetória, o Professor Emérito diz que espera que os mais jovens se convençam de que o trabalho pode fazer diferença, apesar das dificuldades.

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