Alunos da USP propõem aplicações para tecnologia dos beacons

A equipe campeã de concurso teve a ideia de aplicar beacons identificadores em malas

Por - Editorias: Universidade
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Foram seis meses de espera. As três equipes que conseguiram passar por todas as fases do concurso Be an Icon, que começou em outubro do ano passado e terminou oficialmente na tarde da quarta-feira passada (26), foram premiadas pelos trabalhos desenvolvidos.

A ideia do concurso era promover o desenvolvimento de softwares relacionados aos beacons. “O beacon é parecido com um tag que você pode utilizar para sinalizar coisas quaisquer, como um produto numa prateleira ou uma estátua num museu. Ele é transmitido como se fosse um sinal wi-fi ou bluetooth”, esclarece o professor Edson Moreira, pesquisador do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), organizador do evento e professor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP em São Carlos. .

O hall da biblioteca do ICMC foi o local escolhido para o anúncio dos prêmios: uma visita a uma empresa, uma quantia em dinheiro e um kit fornecido pela AnimallTag, empresa de soluções tecnológicas para o agronegócio. A equipe campeã do concurso teve a ideia de aplicar beacons identificadores em malas. “Como a gente sabe e os dados mostram, bagagens são extraviadas constantemente e isso causa um custo bem alto. A ideia do projeto foi desenvolver um sistema que conseguisse, de alguma forma, diminuir essa quantidade de malas extraviadas”, conta Guilherme Caixeta de Oliveira, aluno do ICMC e da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), também da USP, e membro da equipe.
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O segundo lugar ficou com o grupo representado pela aluna Ariella Brambila, do ICMC. Os integrantes criaram um aplicativo que facilita as compras no mercado. “Temos uma base de dados com todos os produtos do supermercado e você inclui na sua lista o que você está precisando. A partir disso, toda vez que você vai ao mercado, você seleciona a lista que você está utilizando e, ao passar pelo produto no corredor, ele te envia uma notificação dizendo que o produto está na lista e você deve pegar”, explica Ariella.

As rotas dos ônibus foram o foco do trabalho do grupo que ficou com o terceiro lugar. “O propósito do sistema é identificar os horários que o ônibus passa nos pontos. Com isso, a gente consegue dar para a empresa os dados de quais horários os ônibus passaram em todos os pontos, e, para o usuário, qual foi o último horário que o ônibus dele passou e quando ele vai passar”, diz Guilherme Prearo, aluno do ICMC e da EESC.
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“O beacon é parecido com um tag que você pode utilizar para sinalizar coisas quaisquer, como um produto numa prateleira ou uma estátua num museu” – Foto: Divulgação / Be an Icon

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“Nós tínhamos uma expectativa muito alta com o concurso e os grupos conseguiram superar. Eles conseguiram fazer protótipos bem funcionais, que dá pra mostrar pra empresas, e esses protótipos têm grande potencial de virar produto”, comemora Ana Elisa Siena, gestora de projetos da Siena Idea.

Apesar de organizar o evento, a Siena Idea não foi a única empresa presente na premiação. “Aqui no Brasil, a gente tem uma cultura, que já vem de muito tempo, que manteve a universidade e a empresa um pouco distantes, diferente de outros lugares. E a gente percebe que isso está mudando”, celebra Maximiliano Marques, CEO da Muve Digital, empresa de desenvolvimento de jogos.

A indústria de eletrônicos Compal também esteve representada. “É um evento muito interessante porque a gente está observando na prática os alunos aprendendo alguma coisa e apresentando soluções inteligentes para solucionar casos e necessidades do dia-a-dia”, comenta Mário Ferreira Filho, gerente de pesquisa e desenvolvimento da empresa.

Quem também marcou presença no evento foi a AnimallTag. “Eu acredito que a sinergia entre a AnimallTag e o CeMEAI é importante para trazer um pouco da academia para dentro da empresa. Todo o nosso desenvolvimento é feito com alunos aqui da USP. Acho que, quanto mais próxima a empresa estiver do Centro, é mais interessante para aprendermos e ensinarmos a todos os alunos aqui da USP”, salienta João Fernando Camargo, coordenador de desenvolvimento da companhia.
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Premiação (26/04/2017) – Foto: Divulgação / Be an Icon

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Por fim, o professor Joaquim Pessoa Filho, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, também elogiou o evento. “Na universidade, faço parte de um projeto em colaboração com a Apple e lá nós treinamos os alunos para criarem seus negócios, seus aplicativos. Fico muito animado quando vejo um jovem empreendendo, tendo ideias e colocando a mão na massa. Achei muito interessante ver os protótipos, ver tudo isso funcionando”, finaliza.

Além das empresas, que podem investir nos alunos e nos produtos, o CeMEAI também tem a iniciativa de dar suporte aos estudantes e apoiar os projetos com potencial.

  O que são beacons?

Os beacons em questão são pequenos dispositivos físicos que emitem curtos pacotes de dados bluetooth com certa frequência e raio de alcance programáveis, permitindo que sejam utilizados como sinalizadores de produtos, de locais ou de algum artefato, como uma peça de museu, por exemplo. A utilização de beacon para sinalização de produtos para venda, itens de acervo em museus e em guias eletrônicas para turismo é bem conhecido.

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP.

O CeMEAI é estruturado para promover o uso de ciências matemáticas como um recurso industrial em quatro áreas básicas: Otimização Aplicada e Pesquisa Operacional, Mecânica de Fluidos Computacional, Modelagem de Risco, Inteligência Computacional e Engenharia de Software.

Além do ICMC-USP, CCET-UFSCar, IMECC-UNICAMP, IBILCE-UNESP, FCT-UNESP, IAE e IME-USP compõem o CeMEAI como instituições associadas.

Leonardo Zacarin / Assessoria de Comunicação CeMEAI

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