Na USP, mulheres encontram apoio para reabilitação do câncer de mama

Mais de 1,6 mil passaram pelo Rema, em Ribeirão Preto, durante 30 anos do projeto

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Uma das reuniões do Rema, no campus da USP em Ribeirão Preto – Foto: Arquivo Rema

O ano era 1989, quando o Rema começou atender as primeiras mulheres com diagnóstico de câncer de mama que estavam sendo assistidas por serviços de saúde particular ou público da cidade de Ribeirão Preto e região. De lá para cá, 1.640 passaram pelo projeto do Núcleo de Ensino, Pesquisa e Assistência na Reabilitação de Mastectomizadas (Rema), da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP.

Ele surgiu a partir da constatação de que a mulher mastectomizada precisava de amparo físico, emocional e social, além do tratamento fisiológico da doença já realizado nos serviços de saúde. O Rema passou a documentar a experiência e colocar em prática seus pressupostos teóricos: colocar a mulher no centro de análise e ação social, com a participação de uma equipe multidisciplinar, tendo o compromisso de fomentar o bem-estar das mulheres, tanto individualmente como um grupo social.

E assim, o projeto ajudou muitas mulheres a reescrever suas histórias. É o caso de Maria Antonia Brigato, integrante do grupo há quatro anos. Quando ficou doente, ela contou que estava prestes a terminar sua licenciatura em Artes Visuais, mas achou que iria morrer. Foi então que o Rema surgiu para Maria Antonia. “Percebi que ainda tinha uma vida e que poderia viver da melhor forma possível.”

No Rema, eles trabalham a ideia de que a sobrevivência ao câncer representa o estado ou processo de viver após o diagnóstico, vivendo com o câncer, através dele e além dele.

“A sobrevivência não é um momento único ou fase específica após o tratamento, mas perpassa uma sequência de eventos (sintomas iniciais, diagnósticos, tratamentos e controle da doença) em que se busca entender a situação, organizar a experiência vivida e, se possível, aliviar o sofrimento advindo da doença e sobreviver”, diz texto no site do projeto.

Atualmente, o núcleo realiza atendimento a 165 mulheres, três vezes na semana (segunda, quarta e sexta-feira). Entre as atividades estão exercícios físicos em grupos, apoio emocional, familiar, palestras, grupo de coral, programas de detecção precoce de câncer mamário e ginecológico, e auxílio aos familiares das pacientes.

O trabalho do Rema pode ser acompanhado pelas redes sociais Facebook e Canal no Youtube, com divulgação de fotos e vídeos. A página oficial do grupo na internet acabou de ser remodelada. O Rema é coordenado pela professora Marislei Sanches Panobianco, da EERP, com supervisão da enfermeira Maria Antonieta Spinoso Prado. A EERP fica no campus da USP em Ribeirão Preto, Av. Bandeirantes, 3900.

Mais informações: https://sites.usp.br/rema/

 

 

 

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