A arte de aprender ciência
O projeto Arte e Ciência do Instituto de Física (IF) da USP, em São Paulo, leva atividades e experimentos da área de exatas em parques e escolas públicas do País desde 2007.
Tem ciência em tudo
Na escola Estadual Prof. Ricardo Genésio da Silva, em Osasco, na Grande São Paulo, as alunas podem entender como funciona o processo de difração — onde a luz se decompõe — com os equipamentos feitos por outros alunos de outras escolas visitadas pelo Arte e Ciência.
Olhando para o conhecimento
Um dos objetivos do projeto é divulgar a ciência para que as crianças se interessem e sigam nessa busca de aprendizado. Experimento de ampliação usa lentes do telescópio.
Para além do parque
No início, o Arte e Ciência se destinava aos espaços públicos. Depois de 12 anos, as escolas públicas são as que mais recebem a equipe do projeto formada por pós-graduandos, estudantes de graduação e professores da USP.
Dá para ver o som
Os experimentos se baseiam na matemática, física e biologia, considerando o currículo escolar das séries das escolas. Ao tocar na borda de uma taça, a água vibra devido ao movimento provocado pelo som.
"Encantar e despertar pela Ciência"
O professor Mikiya Muramatsu é um dos criadores do o Arte e Ciênci, que conta com apoio da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária (PRCEU) da USP e tem convênio com a Sociedade Brasileira de Física (SBF).
Enxergando diferente
As atividades de física se relacionam aos estudos da óptica. Os estudantes observam durante alguns segundos a espiral que gira e mudam o foco para o cogumelo ao lado. A sensação é de que ele está crescendo.
"Todos têm o direito de saber"
A professora sênior Cecil Robillota, do Instituto de Física da USP, também está no projeto desde seu início. Ela explica e interage com todos.
"Tirar o medo que se tem da Ciência"
A professora Cecil faz uma demonstração de como a luz atravessa todo o percurso da estrutura, de uma ponta a outra, explicando o processo de fibra óptica, para a surpresa da aluna.
A higiene também faz parte
O experimento coloca um laser em projeção de uma amostra de água que foi tocada pelos estudantes. Com a ampliação causada, dá para ver os microrganismos presentes — e chamar a atenção para a importância de lavar as mãos.
Os olhos que vão longe
Um dos estudantes de Osasco observa a luz através de uma caixinha que tem filtro ao seu fundo. Esses e os outros tantos experimentos já se apresentaram em Manaus, Foz do Iguaçu, Campo Grande e Natal.
Um bom futuro em vista
São mais de 110 mil estudantes impactados pela iniciativa. Além de mostrar que a ciência está em tudo, o projeto reafirma uma missão da Universidade: de que tudo é feito para a sociedade e que a sua pesquisa é importante. Sem conhecimento, não há avanço.
Texto: Pedro Ezequiel
Fotos: Marcos Santos/USP Imagens
Diagramação: Cleber Siquette/Jornal da USP
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