10 conteúdos musicais da Rádio USP para alegrar o coração neste final de ano

21/12/2020 | Tabita Said e Thais Santos

Podcasts e produções especiais da Rádio USP, veiculadas também no Jornal da USP, oferecem ao público o melhor do panorama musical brasileiro e da música erudita. Confira a seleção que também inclui músicas de Natal

Manhã com Bach

Alegria e devoção em grandes obras

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Dedicado à divulgação da música do compositor alemão Johann Sebastian Bach (1685-1750), o programa apresenta na íntegra, precedidas por breves comentários, músicas nos vários gêneros, estilos e instrumentos a que Bach se dedicou, como cantatas e concertos para órgão, cravo, violino e flauta, entre outros.

Manhã com Bach vai ao ar pela Rádio USP (93,7 MHz) sempre aos sábados, às 9 horas, com reapresentação no domingo, também às 9 horas, inclusive via internet, através do site da emissora. Às segundas-feiras ele é publicado em formato de podcast na área de podcasts do Jornal da USP.

As últimas três edições deste ano são dedicadas ao Oratório de Natal, obra dividida em seis partes e que tem 64 movimentos e quase 3 horas de duração. Ela narra o nascimento de Jesus Cristo, de acordo com os Evangelhos de Mateus e Lucas.

USP Especiais

Músicas que contam histórias

O podcast USP Especiais é um espaço dedicado a produções aprofundadas sobre temas culturais em que a música aparece como fonte de conhecimento da história e da atualidade. As músicas latinas, a fé e religiosidade no rap, a trajetória do grupo Clube da Esquina e os grandes sanfoneiros do Brasil são alguns temas musicais que pautam os episódios.

Na última edição do ano, o programa traz uma seleção de canções natalinas dos anos 1930 a 1950 do álbum Feliz Natal, da gravadora Revivendo, atuante na coleção de discos raros. Nessa época, as marchinhas eram bem presentes na música popular e no cotidiano das pessoas, como em Francisco Alves cantando Meu Natal, dele e Ary Barroso, ou Carmen Miranda, presente com Recadinho de Papai Noel, em gravação de 1935.
Confira no link:

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Jornadas com Beethoven

Amor e arte em sinfonias

Série semanal sobre a vida e a música do compositor Ludwig van Beethoven para comemorar os 250 anos de seu nascimento. A série está dividida em capítulos mensais, transmitidos pela Rádio USP, às sextas-feiras, às 21h, e disponibilizados como podcast às quartas-feiras. Atualmente, o programa está na edição 24, sobre a ilustre e imortal Nona Sinfonia

Nascido em 1770, Ludwig van Beethoven representa, para muitos, o auge da música erudita. O contexto histórico vivido por Beethoven é marcado pela ascensão da burguesia, o que coloca os compositores numa outra relação com o cenário social e político.

Especial Olhar Brasileiro

A complexidade musical de Belchior

Figura expoente e controversa do “Pessoal do Ceará”, Antonio Carlos Gomes Belchior Fontenele Fernandes raiou para a fama não como cantor, mas como compositor. Na voz emblemática de Elis Regina, a canção Mucuripe, de autoria de Belchior, ganhou melodia definitiva do parceiro Fagner e se tornou nacionalmente conhecida. 

A trajetória musical de Belchior é atravessada por outras manifestações artísticas, como a pintura e a literatura universal. Em A Palo Seco, uma das canções do álbum de estreia, o cantor faz referência ao poema homônimo do pernambucano João Cabral de Melo Neto.   

Carreira, vida pessoal e posicionamento crítico foram apresentados no programa Olhar Brasileiro, da Rádio USP. A série de quatro programas dedicados ao cantor também selecionou canções que marcam sua trajetória. 

Especial Olhar Brasileiro​

A originalidade de Ivan Lins

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Trompetista e pianista autodidata, Ivan Lins é um dos compositores brasileiros mais gravados no exterior. Junto de Gonzaguinha, Aldir Blanc, Rolando Faria e outros, Lins integrava o Movimento Artístico Universitário, que reunia jovens talentos no famoso endereço carioca Jaceguai, 27. Era ainda estudante de Química quando participou do primeiro Festival Universitário de Música Popular Brasileira, da extinta TV Tupi, com a canção Até o Amanhecer. Classificou-se em segundo lugar no 5º Festival Internacional da Canção com O Amor é o Meu País e é consagrado com o grande sucesso Madalena, gravado por Elis Regina e, anos depois, por Ella Fitzgerald. Na série de quatro episódios, o programa Olhar Brasileiro, da Rádio USP, exibe as primeiras composições do músico e suas principais parcerias.

Confira o link para os programas:

Especial Olhar Brasileiro

A sofisticação de Guilherme Arantes

Autodenominado um velho pianista de pop-rock, Guilherme Arantes causou um impacto no cenário musical quando lançou Meu Mundo e Nada Mais”, tema da novela Anjo Mau, da TV Globo. A canção moderna e o arranjo sofisticado, acompanhados de letras francas e refrões apaixonados, se tornariam um signo do cantor. Sua carreira musical profissional começou em 1969, quando fez parte do conjunto de rock progressivo Moto Perpétuo. Em 1976, dá início a uma bem-sucedida carreira solo, gravando dez composições próprias em seu primeiro disco. Já famoso, Arantes abandona o curso de Arquitetura e Urbanismo na FAU-USP para se dedicar exclusivamente à música. Em quatro episódios, o programa Olhar Brasileiro apresenta a obra do artista e destaca as gravações de grandes intérpretes da música popular brasileira.

Especial Olhar Brasileiro​

Os temas sociais de Adoniran Barbosa

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Cronista das mazelas e alegrias do povo, Adoniran é um símbolo paulistano do samba, como Noel Rosa é para o Rio de Janeiro. Nascido João Rubinato, seu nome artístico aglutina um Adoniran, amigo de boemia, e o sobrenome do sambista de breque Luís Barbosa. Participou de diversos programas de calouros, até que teve a marcha Dona Boa gravada e vencedora de concurso da prefeitura de São Paulo. Compôs alguns dos mais memoráveis sambas da história da música, entre eles Trem das Onze, Saudosa Maloca, Samba do Arnesto e Tiro ao Álvaro. Adoniran foi tema de uma série especial do programa Olhar Brasileiro, que dedicou cinco episódios ao artista. O programa traz músicas e trechos de entrevistas com o compositor, recordando seu ineditismo em abordar temas sociais.

Confira o link para os programas:

Especial Olhar Brasileiro

Toda a ginga de
Jorge Ben Jor

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Jorge Ben Jor foi de pandeirista a cantor de rock no início de sua carreira. Já famoso pelas canções Mas que Nada e Chove Chuva, o multi-instrumentista Jorge Duílio Lima Menezes transitou tanto em programas como O Fino da Bossa, quanto o Jovem Guarda, da TV Record. Apostando na fusão de ritmos, a música de Jorge Ben Jor foi alçada internacionalmente, sendo gravado nos Estados Unidos e se apresentando em Cannes e no Teatro Sistina, em Roma. Jorge Ben tornou conhecidas expressões e ritmos musicais que são a síntese do povo brasileiro e essa versatilidade foi apresentada na série exclusivamente dedicada ao cantor carioca, do programa Olhar Brasileiro.

Especial Olhar Brasileiro​

A polivalência de Noel Rosa

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Vivendo apenas 26 anos, Noel Rosa compôs inacreditáveis 250 músicas em apenas cinco anos. Sua obra se desdobra em gêneros distintos, entre eles a toada, o samba-canção e a rumba. Em sua música, os socialmente esquecidos e até os inconvenientes ganham protagonismo. Assim como as linhas rítmicas do samba, presentes no cotidiano popular carioca. Integrando o Bando dos Tangarás como violonista e convivendo com sambistas como Ismael Silva e Cartola, Rosa compõe seu primeiro sucesso, Com que Roupa, enquanto tenta equilibrar a boemia e a faculdade de Medicina. Tema da série de três episódios do programa Olhar Brasileiro, Noel Rosa cantou a paixão por uma dançarina do cabaré Apolo em duas obras-primas de sua carreira. Pra que Mentir? e Último Desejo foram algumas das canções presentes no especial.

Confira o link para os programas:

Especial Olhar Brasileiro

A arte de Luiz Gonzaga

Nascido em Exu, Pernambuco, Luiz Gonzaga do Nascimento descortinou para o mundo a cultura musical do povo sertanejo. Conhecido como o Rei do Baião, o cantor, compositor e instrumentista é dono de alguns dos temas mais cantarolados da sanfona, como Asa Branca e Xote das Meninas. Sua data de nascimento, dia 13 de dezembro, é oficialmente o Dia Nacional do Forró. No início da carreira, na década de 1940, é nas ruas do Rio de Janeiro que Gonzagão é reconhecido pelo público ao apresentar Pé de Serra, em bares do Mangue e da Lapa. Até hoje, Luiz Gonzaga é reconhecido por cantar a crueldade da seca nordestina, combinando lamento e denúncia, como ele mesmo diz ao introduzir A Morte do Vaqueiro”, do LP Pisa no Pilão, de 1963. O programa Olhar Brasileiro apresenta alguns dos grandes sucessos do artista nesta série especial.

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