Grupo da USP alcança marca inédita em experimentos de física quântica

Descobertas sobre fenômeno do emaranhamento são mais um passo na corrida científica para criação do computador quântico

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Um grupo de pesquisadores liderado pelo professor Marcelo Martinelli, do Instituto de Física (IF) da USP, publicou dois artigos na revista Physical Reviews em que se mostram importantes avanços na área do emaranhamento quântico. Eles constituem mais um passo para a possibilidade de se desenvolver um computador quântico, com capacidade de processamento sem precedentes – algo que tem sido perseguido por cientistas em todo o mundo.

O emaranhamento é uma propriedade da física quântica pela qual as caraterísticas de algumas partículas individuais afetam as de outras partículas, mesmo quando separadas por milhares de quilômetros, como mostrado no primeiro vídeo da playlist abaixo.

No caso da luz, é possível criar feixes emaranhados utilizando um equipamento chamado oscilador paramétrico ótico. O oscilador transforma um feixe de luz laser, com uma energia determinada, em dois feixes de menor energia que estão emaranhados.

Descobertas prévias do grupo tinham mostrado que os dois feixes resultantes não só estavam emaranhados entre si, mas também com o feixe inicial. Agora, olhando em maior detalhe, os pesquisadores perceberam que a realidade é ainda mais complexa. Cada um dos três feixes emaranhados está formado por dois modos, e são essas três duplas de modos as que estão emaranhadas entre si, o que resulta em um total de seis modos emaranhados. No segundo vídeo, o professor Martinelli e seus colaboradores explicam em mais detalhe os seus novos achados.

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