Jornal da USP no ar: Medicina

Jornal da USP no Ar – Medicina #17: Células Car T prometem eficácia no tratamento de alguns tipos de câncer

Imunoterapia com células Car T, um avanço contra o câncer, deve ser testada para leucemia. A terapia celular brasileira tem resultados animadores no caso de linfomas. Agora, um estudo clínico vai ampliar as chances de os pacientes do SUS terem acesso a esse tratamento pioneiro contra o câncer. Os dados servirão de base para que a técnica seja submetida à Anvisa

Jornal da USP no Ar – Medicina #16: Transplante hepático e prevenção de transtornos mentais desde a infância

Instituto da Criança faz transplante hepático imediato em casos graves. O professor Uenis Tannuri, presidente do Conselho Diretor do Instituto da Criança do HC, fala sobre o trabalho que o instituto está entregando para a sociedade brasileira. Já o Programa Primeiros Laços traz resultados na prevenção de transtornos mentais já na infância. Eurípedes Miguel diz que um dos resultados do projeto foi o aumento do apego seguro entre mãe e filho, protetor da saúde mental

Jornal da USP no Ar – Medicina #15: Novas linhas de tratamento para asma grave e câncer agressivo de mama

Tratamento da asma deve focar na inflamação e não apenas nos sintomas. “Nos últimos anos, temos de três a seis mortes por asma todos os dias no mundo”, destaca Rafael Stelmach, chefe do Ambulatório de Asma do Incor. E um novo tratamento para câncer de mama agressivo reduz efeitos colaterais. Maria Del Pilar Estevez Diz, chefe da Oncologia Clínica do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), explica que o medicamento é absorvido por célula tumoral, reduzindo efeitos colaterais

Jornal da USP no Ar – Medicina #14: A tecnologia na medicina avança – robôs cirúrgicos e ômega 3 hidrossolúvel

Especialista do InCor do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP explica que as tecnologias robóticas trouxeram avanços, mas não são aplicáveis a todos os casos. Revertendo a lógica das cirurgias com grandes cortes, os robôs manipulados pelos médicos garantem avanços no procedimento cirúrgico. Já a nanotecnologia proporciona a produção de remédios que podem ser borrifados em alimentos e dissolvidos em bebidas, desenvolvida por uma startup em parceria com a USP

Jornal da USP no Ar – Medicina #13: Brasil enfrenta epidemia de demência

A pesquisadora Cláudia Kimie Suemoto diz que em 35% dos casos as capacidades cognitivas foram reduzidas por problemas vasculares. “Dentre os cérebros estudados, o Alzheimer foi a principal causa do desenvolvimento da demência, mas constatamos que 35% dos demais tiveram suas capacidades cognitivas reduzidas por conta de problemas vasculares, como derrames”, aponta Cláudia. Já outro problema começa bem cedo: não tomar café da manhã aumenta riscos de desenvolver obesidade. A epidemiologista Elsie Forkert comenta que o comportamento típico de adolescentes modifica o balanço energético do corpo afetando todo o metabolismo. A importância do café da manhã se dá pelo fato de suceder a um jejum prolongado e ser responsável por cerca de 25% do total de energia que precisamos nas 24 horas do dia para nutrir nossas células. “Pulando essa etapa, ele acaba comprometendo metabolicamente seu organismo”. É muito fácil esses comportamentos se transformarem em hábitos, e assim passarem a ser reproduzidos automaticamente

Jornal da USP no Ar – Medicina #12: Na luta contra o tabaco, cigarros eletrônicos não ajudam a parar de fumar

O Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP promove estudos que visam a melhorar o tratamento contra a dependência. Jacqueline Scholz Issa, médica e coordenadora do Programa de Tratamento do Tabagismo do InCor, contou ao Jornal da USP no Ar que o reconhecimento da OMS é bem fundamentado. Hoje, segundo a especialista, cerca de 9% a 10% da população brasileira fuma, e é caracterizada como viciada. Esse número já foi maior, mas o combate a esse cenário permanece em função do alto risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares em fumantes, as quais resultam em morte em 30% dos casos. Ainda neste episódio, cientistas buscam formas de apresentarem o diagnóstico mais cedo, para que o tratamento adequado possa ser feito. As causas do distúrbio ainda são desconhecidas, mas um estudo realizado na Universidade King’s College London relaciona disfunções nos níveis de serotonina do cérebro como possíveis alertas precoces para a doença. Já uma pesquisa da USP busca o controle da doença de Parkinson através do antibiótico doxiciclina.

Foi sobre esse assunto que o Jornal da USP no Ar conversou com a professora Elaine Del Bel, farmacologista, pesquisadora do Laboratório de Neurobiologia Celular da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (Forp) e presidente da Federação de Sociedades de Neurociência da América Latina, do Caribe e na Península Ibérica (Falan). Ela explica que a doxiciclina atuaria como anti-inflamatório, o que poderia melhorar a saúde dos neurônios antecipadamente, estabilizando e diminuindo o avanço da doença