Vulnerabilidades na alimentação começam a aparecer durante a pandemia

Rubens Barbosa destaca desafios para recuperação da atividade econômica em setores vulneráveis, em especial na área da alimentação

A pandemia do coronavírus provocará consequências profundas nos países. “Haverá desafios internos e externos para a recuperação da atividade econômica e para a vida normal das pessoas”, comenta o colunista Rubens Barbosa neste Diplomacia e Interesse Nacional. As vulnerabilidades do País começam a aparecer, e é preciso pensar em como superá-las.

Sobre a vulnerabilidade na alimentação, que é a mais simples, porém, mais importante para a população brasileira, Barbosa comenta o que acontece com o trigo, essencial na mesa de todo brasileiro. As principais áreas de produção são os Estados do Rio Grande do Sul e do Paraná, que concentram quase 90% da produção nacional. “Essa produção é insuficiente para atender à demanda interna. Todo ano dependemos de quase 60% da importação para suprir a demanda interna”, explica o diplomata. 

Há ainda um problema logístico, já que 85% do que é importado pelo Brasil vem da Argentina, e, com a atual crise, pode haver imprevistos. “Alguns países, como Ucrânia e Rússia, determinaram a suspensão da venda desse produto; a Argentina vem tendo dificuldades em razão do nível do Rio da Prata e de problemas logísticos internos, e o Brasil não pode ficar dependendo dessa limitação daqui para a frente.” A Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) propôs ao Governo uma política nacional do trigo, a qual, segundo Barbosa, será importante para reduzir a dependência externa e aumentar a produção nacional. “É uma oportunidade de investimento e é uma medida que pode diminuir a dependência externa do Brasil e sua vulnerabilidade”, completa.

Ouça no link acima a íntegra da coluna Diplomacia e Interesse Nacional.


Diplomacia e Interesse Nacional
A coluna Diplomacia e Interesse Nacional, com o professor Rubens Barbosa, vai ao ar toda terça-feira às 8h30, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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