Violência em protestos ao redor do mundo é consequência de ressentimentos

Colunista contextualiza a situação de Hong Kong e Líbano com os conceitos de Nietzsche e Shakespeare

“Os protestos, que não param em todo o mundo, estão chegando a um delicado ponto de inflexão”, afirma Marilia Fiorillo ao falar sobre o tema da truculência em sua coluna para a Rádio USP. Ela cita como exemplos os protestos no Líbano – que começaram pacíficos e acabaram descambando para a violência -, em Hong Kong e em Bagdá, onde pessoas continuam sendo mortas aos montes. Na China, os campos de reeducação servem para abrigar minorias étnicas.

Ela identifica em tudo isso o sintoma de uma doença contemporânea: a doença da truculência. Na opinião da colunista, que se apoia em Nietzsche para fazer suas reflexões, “esse gênero de truculência é o sintoma clássico do recalcado, é o sintoma clássico do ressentido, daquele que odeia sua própria vida”. Marília conta que o expoente dessas características é o personagem Ricardo III, talvez o maior vilão da literatura produzida por William Shakespeare. A professora Marília Fiorillo promete voltar a Ricardo III em sua próxima coluna.

Saiba mais ouvindo Conflito e Diálogo na íntegra.


Conflito e Diálogo
A coluna Conflito e Diálogo, com a professora Marília Fiorillo, vai ao ar toda sexta-feira às 10h50, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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