Violência doméstica durante pandemia reflete falha educacional

Segundo Eunice Prudente, a causa da violência exacerbada contra a mulher deve ser procurada nas diferenças da educação de meninos e meninas

 05/06/2020 - Publicado há 1 ano

Dados do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos mostram que o número de denúncias de violência contra a mulher, através do canal 180, recebidas neste momento de isolamento social imposto pela pandemia aumentou quase 40% em relação ao mesmo mês de 2019. Apesar do crescimento no número de denúncias, o aumento da violência doméstica escapa das estatísticas dos órgãos de segurança pública, uma vez que muitas mulheres não têm como efetuar a denúncia, já que estão convivendo com seu agressor, que, na maioria das vezes, é alguém da própria família. O artigo 226 da Constituição Federal mostra que cabe ao Estado assegurar assistência à família na pessoa de cada um que a integra e criar os mecanismos para coibir a violência no âmbito de suas relações. Um dos meios de proteção à mulher é a Lei Maria da Penha.

A professora Eunice Prudente cita que “um dos fatores para que essa realidade de violência ainda exista é a educação diferenciada de meninos e meninas. As meninas são formadas para servir a sociedade e nunca serem protagonistas de sua própria vida. A educação aos meninos é um protagonismo para deixar os outros para trás. É uma competição para vencer sempre. Com isso, muitas formas agressivas são impostas aos meninos”.

Acompanhe, pelo link acima, a íntegra da coluna Educação e Direitos.


Educação e Direitos
A coluna Educação e Direitos, com a professora Eunice Prudente, vai ao ar toda sexta-feira às 8h30, na Rádio  USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e  TV USP. 

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