Vigilância em diagnóstico molecular é desafio dos novos tempos

Segundo Saldiva, o que precisamos é de um sistema de vigilância, que se comunique em escala global, para detectar precocemente novas espécies virais agressivas

O tema de hoje é sobre os problemas habituais das cidade, aos quais agora se soma a contagiosidade neste período de pandemia.  O professor Paulo Saldiva afirma que, em um mundo cada vez mais urbano, mais pessoas moram em um mesmo território e as condições de precariedade fazem com que os menos favorecidos compartilhem os mesmos espaços reduzidos e, quanto mais perto estamos, maior a chance de troca de micro-organismos.

Para o colunista, o novo risco da pandemia global não nasce da biologia do vírus, mas sim da forma como estamos organizando o nosso viver e também pela globalização. “O trânsito internacional de cargas e pessoas facilita ainda mais a transmissão dos agentes infecciosos.”

O desafio agora, de acordo com Saldiva, é ter um sistema de vigilância em diagnóstico molecular que se comunica em escala global. “Novas espécies virais agressivas terão que ser detectadas mais precocemente e o mundo deve ser informado de forma mais transparente”, ressalta.

Ouça no player acima a íntegra da coluna Saúde e Meio Ambiente.


Saúde e Meio Ambiente
A coluna Saúde e Meio Ambiente, com o professor Paulo Saldiva, vai ao ar toda segunda-feira às 9h30, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção  do Jornal da USP e TV USP.

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