Verticalização sem limites não é solução positiva para São Paulo

Para Nabil Bonduki, uma cidade compacta que mantém sua qualidade urbanística não permite edifícios sem limites em qualquer área da cidade, mas uma combinação de formas de ocupação do solo

 24/06/2021 - Publicado há 3 meses
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Na edição de Cotidiano na Metrópole desta semana, o arquiteto e urbanista Nabil Bonduki, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP, discute a importância do adensamento urbano, como é conhecido o fenômeno de concentração populacional ou a chamada concentração de edificações em determinadas áreas das cidades.

Para o professor, “não resta dúvida de que é importante se garantir uma possibilidade mais densa, mais compacta, ou seja, uma cidade que se espraia menos em direção às zonas rurais”. De acordo com Bonduki, preservar a zona rural, o cinturão verde em torno das cidades, e limitar seu crescimento horizontal é “muito importante” para que se possa ter distâncias mais curtas entre os locais de trabalho e os lares.

Entretanto, Bonduki defende que o adensamento não quer dizer “verticalização sem limites”, prédios altos isolados em meio a casas são indesejáveis, como, por exemplo, o edifício Figueira Altos do Tatuapé, localizado na zona leste, aprovado com as regras anteriores ao Plano Diretor Estratégico (PDE) de São Paulo, que se tornou o mais alto da cidade.

Pensando nisso, o urbanista defende que, durante a futura discussão envolvendo o PDE, será necessário revisitar as flexibilizações como a deste e de outros edifícios, que descaracterizam propostas previstas pelo plano e que Bonduki não considera positivas para a capital.


Cotidiano na Metrópole
A coluna Cotidiano na Metrópole, com o professor Nabil Bonduki, vai ao ar toda quinta-feira às 10h00, na Rádio  USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e  TV USP.

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