Vender 41 terrenos públicos é decisão equivocada da Prefeitura de São Paulo

Para Nabil Bonduki, ainda é possível reverter a decisão da Prefeitura, mas isso exige mobilização, já que a venda desses imóveis não é coerente com o Plano Diretor

Na edição de Cotidiano na Metrópole desta semana, o arquiteto e urbanista Nabil Bonduki, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP, comenta os possíveis impactos da autorização da Prefeitura de São Paulo de um projeto que permite a venda de 41 terrenos municipais, num valor estimado em R$ 600 milhões, à iniciativa privada.

O projeto, de número 611/2018, faz parte do Plano Municipal de Desestatização e foi assinado pelo prefeito Bruno Covas. Para o professor Bonduki, a decisão é equivocada. “Terrenos públicos, a princípio, não devem ser alienados”, defende o especialista.

Entre os terrenos que serão privatizados estão duas escolas municipais, uma localizada na Rua da Consolação, na região central, e outra situada na Rua Baluarte, na zona sul. Ambas “são espaços públicos que cumprem uma função para a cidade, são escolas que podem virar espaços de convivência fora do horário de aula”, esclarece ele, ao reforçar que a venda foi aprovada sem consulta ou debate junto à população.

Para o professor, ainda é possível reverter a decisão da Prefeitura, mas isso irá exigir mobilização, já que a venda desses imóveis não é coerente com os parâmetros determinados pelo Plano Diretor de São Paulo.

Ouça mais, no áudio acima, da coluna Cotidiano na Metrópole.


Cotidiano na Metrópole
A coluna Cotidiano na Metrópole, com o professor Nabil Bonduki, vai ao ar toda terça-feira às 9h30, na Rádio  USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e  TV USP.

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