Vandalismo em obra no Rio de Janeiro demonstra racismo e deve ser abolido

No “Espaço em Obra” desta semana, Guilherme Wisnik comenta o ato de vandalismo que aconteceu na segunda-feira (19/7) contra o mural do Memorial Nossos Passos Vêm de Longe em Duque de Caxias

 22/07/2021 - Publicado há 3 meses

No Espaço em Obra desta semana, Guilherme Wisnik comenta o ato de vandalismo que aconteceu na segunda-feira (19/7) contra o mural do Memorial Nossos Passos Vêm de Longe, em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. A pintura foi idealizada pela Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial (IDMJR) e realizada em homenagem às mulheres negras que lutaram pelo direito da população negra no Brasil e contra a violência. Em relação ao ato, vândalos cobriram de tinta branca o memorial. “Ali estão representadas desde Maria Conga, mulher que veio do Congo e que foi alforriada, até Marielle Franco. E esse ato de deliberado racismo mais uma vez propaga no Brasil a recorrente forma de opressão que cada vez mais é insustentável e precisa ser abolida da nossa sociedade”, comenta Wisnik.

O professor destaca que o repertório musical brasileiro é repleto de denúncias ao racismo. “Hoje me ocorreu falar da canção Mão da Limpeza, do Gilberto Gil, em que ele acusa esse racismo renitente na sociedade brasileira”, indica Wisnik. Confira o trecho da música no áudio.


Espaço em Obra
A coluna Espaço em Obra, com o professor Guilherme Wisnik, vai ao ar toda quinta-feira às 9h30, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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