USP desenvolve biobanco de tecido humano de mortos da covid-19

Os tecidos coletados podem ser utilizados por pesquisadores para estudar a doença e suas manifestações sistêmicas

Procedimentos que envolvem os mortos da covid-19 serão tratados nesta edição do professor Paulo Saldiva. Na Faculdade de Medicina da USP se concentram muitas das atividades para atender os pacientes graves no Hospital das Clínicas e no Centro de Triagem no Pacaembu, que está sendo montado, e também atendimento no caso dos indivíduos que morrem com a covid-19.

Saldiva explica que há dois pontos centrais para casos de morte: a segurança das pessoas que manipulam esses corpos e dos familiares, que vão recebê-los com invólucros protetores e caixão lacrado. “O segundo ponto é que as pessoas falecidas podem ajudar a entender o que se passa com os vivos. Para entender qual a chave do nosso organismo que o vírus usa para entrar nas células? É doença pulmonar ou imune? Como o vírus consegue inibir nossas defesas? Para entender essas dúvidas, é necessário a coleta de tecido humano.”

Na USP foi desenvolvido um protocolo que permite que se coletem tecidos desses pacientes, montando um biobanco virtuoso que poderá ser compartilhado pelos pesquisadores para estudar a doença e suas manifestações sistêmicas.

Ouça no link acima a íntegra da coluna Saúde e Meio Ambiente.


Saúde e Meio Ambiente
A coluna Saúde e Meio Ambiente, com o professor Paulo Saldiva, vai ao ar toda segunda-feira às 9h30, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção  do Jornal da USP e TV USP.

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