União Europeia precisa adotar ações concretas contra o atrevimento russo

Para a colunista, “a desfaçatez e o atrevimento russo atingiram um limite em que ou a Europa se curva a olhos vistos ou toma medidas concretas para deter o império ‘putinesco’”

Na coluna Conflito e Diálogo desta semana, Marília Fiorillo discute os efeitos da confirmação do envenenamento do oposicionista russo Alexei Navalny. A ação foi condenada pela União Europeia, pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e por líderes como a Chanceler Angela Merkel e o premiê Boris Johnson. Para a colunista, a União Europeia não pode mais se limitar a pronunciamentos ultrajados, mas sim tomar atitudes concretas para deter o atrevimento russo.

No envenenamento de Navalny foi utilizado o Novichok, substância neurotóxica que atinge o sistema nervoso e interrompe as funções vitais. O mesmo agente químico foi usado pelo Kremlin contra o ex-espião Sergei Skripal e sua filha na Grã-Bretanha, em 2018. Marília informa que o possível sucessor de Angela, Norbert Röttgen, declarou que é preciso rever e até interromper o negócio bilionário do gasoduto que ligaria a Rússia diretamente à Alemanha, caso contrário, o Nord Stream 2, da Gazprom, tornaria os alemães praticamente reféns de Vladimir Putin: “A desfaçatez e o atrevimento russo atingiram um limite em que ou a Europa se curva a olhos vistos ou toma medidas concretas para deter o império putinesco”.

Ouça a coluna na íntegra pelo player acima.


Conflito e Diálogo
A coluna Conflito e Diálogo, com a professora Marília Fiorillo, vai ao ar toda sexta-feira às 10h50, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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