União Europeia e EUA deverão pressionar China na busca pela neutralidade carbono

Notícias informam que os dois blocos deverão compor uma aliança para forçar o país oriental a estender seu processo de descarbonização a outras nações

 03/12/2020 - Publicado há 11 meses
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O professor José Eli da Veiga considera que esta seja uma das mais importantes notícias desta semana. “Era de se supor que isso acontecesse! Foi incrível saber que três jornalistas do Financial Times relataram que já existe uma agenda para o desafio estratégico que representa a China”, diz o colunista, destacando que o documento aborda desde a reorganização da Organização Mundial da Saúde (OMS), o combate a hackers e tópicos relacionados a questões comerciais. Aliás, como lembra Eli da Veiga, “a China anunciou recentemente que pretende chegar a uma neutralidade carbono pouco antes de 2060”.

O colunista considera bem provável que os chineses consigam atingir essa meta em seu território. Mas a grande dúvida, segundo ele, é se esse plano estratégico se estenderá aos mais de 120 países que estão na “nova rota da seda”. De acordo com o colunista, são nações que não têm recursos, inclusive, para promover alguma política de descarbonização. “Mas, se a China incluir na sua estratégia comercial alguma perspectiva de ajudar esses países a iniciarem seus processos de descarbonização, isso será importantíssimo para que as contas fechem em meados do século”, diz Eli da Veiga.


Sustentáculos
A coluna Sustentáculos, com o professor José Eli da Veiga, vai ao ar toda quinta-feira às 8h00, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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