Um signo dos nossos tempos: a naturalização do que deveria ser escandaloso

É o chamado novo normal, contra o qual se erguem duas notícias sobre acontecimentos ocorridos nesta semana

A imensidão de notícias ruins que diariamente invade nosso espaço faz com que nos conformemos a um novo normal. “E é isso que é o pior”, argumenta a professora Marília Fiorillo, “naturalizar o que deveria nos escandalizar, acabamos acreditando que certas tendências são inexoráveis, que seria bobagem se opor a elas”. A colunista desfila exemplos, como o de naturalizar a delinquência de muitos poderosos e endinheirados, que atropelam as instituições, ou a naturalidade com que encaramos o avanço do precariado – “a mais nova classe social” -, como se se tratasse de uma escolha entre perder todos os direitos ou ser substituído “pelos camaradas robôs”.

Também tendemos a naturalizar os mecanismos predatórios do sistema financeiro, assim como naturalizamos “a estupidez crescente disseminada pelas redes sociais, a mentira como norma e o ódio ao outro como uma diretriz dominante”. Pergunta Marília: “Será que dá para evitar o aparentemente inevitável”. Ela responde positivamente, citando dois episódios ocorridos nesta semana, os quais vão contra o novo normal. Para saber mais, acompanhe, pelo link acima, a íntegra da coluna Conflito e Diálogo.  


Conflito e Diálogo
A coluna Conflito e Diálogo, com a professora Marília Fiorillo, vai ao ar toda sexta-feira às 10h50, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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