Tratados musicais trazem informações para além das músicas do século 16

Estudo que vem sendo realizado no Departamento de Música da ECA examinou tratados musicais de obras da época renascentista

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O quadro Os Novos Cientistas recebe o músico e pesquisador Delphim Rezende Porto que, desde 2011, vem estudando em seu doutorado pelo Departamento de Música da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, os tratados musicais publicados em língua vernácula — antes esse tipo de escrito era sempre redigido em latim e dirigido a um público muito reduzido de eruditos — do século 16, na Itália.

A pesquisa Preceptivas Musicais e Humanistas na Tratadistica Quinhentista – Um estudo das representações retóricas do exercício musical do Renascimento Italiano é inédita porque aborda questões como o papel do músico na sociedade cortesã e também o estatuto da própria música naquele período.

Os tratados possibilitam examinar as relações musicais e sociais da época e retóricas que estão escritas “por extenso”. Além de compor suas músicas, os artistas também escreviam seus “tratados”, alguns de menor e outros de maior porte. Para seu estudo, Delphim traduziu um tratado completo de cerca de 400 páginas, do italiano Girólamo Diruta (1554-1610), do século 16, sobre a execução do órgão. “É interessante saber o que esses músicos tinham a dizer”, afirma o pesquisador.

Ouça acima o podcast com a entrevista na íntegra.

 

 

 

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