Tecnologias como a do VAR também podem cometer erros

Apesar da modernidade e precisão dos sistemas, a tecnologia não é perfeita e seus erros devem ser quantificados e informados, o que, para especialistas, exige conhecimentos de biomecânica e computação

 

Na coluna Ciência e Esporte desta semana, o professor Paulo Roberto Santiago fala sobre o VAR (Video Assistant Referee), conhecido em português como sistema de videoarbitragem ou árbitro assistente de vídeo, e as polêmicas que o cercam.

O VAR é um sistema constituído por várias câmeras que transmitem as imagens para uma sala isolada do campo, na qual o árbitro assistente de vídeo pode rever e julgar os lances da partida. O professor conta que esta semana foi marcada por uma polêmica causada justamente pelo julgamento de impedimento do VAR, no jogo de futebol entre São Paulo e Atlético Mineiro. A partida causou muita reclamação por parte da torcida, que resultou na resposta de um dos membros da arbitragem da CBF, afirmando que a tecnologia VAR não erra em lances de impedimento. 

Apesar da resposta da CBF, vários cientistas do esporte se manifestaram para discordar. Foi o caso do professor Felipe Arruda Moura, da Universidade Estadual de Londrina (UEL); doutor em biomecânica, Moura defende que toda medida possui um erro e que esse erro deve ser quantificado e informado. Procurado pela comentarista e ex-árbitra Renata Ruel, da ESPN, para debater o assunto, o professor Moura destacou, na entrevista, a necessidade e a importância dos profissionais que utilizam o VAR terem conhecimento sobre biomecânica e computação.

Os ouvintes podem participar da coluna Ciência e Esporte, sugerindo temas ou enviando questões para as próximas edições pelo e-mail ou através de comentários no canal da coluna no YouTube. A única restrição é que sejam temas relacionados à ciência e esporte.

Ouça no player acima a íntegra da coluna Ciência e Esporte.


Ciência e Esporte
A coluna Ciência e Esporte, com o professor Paulo Santiago, vai ao ar toda sexta-feira às 10h00, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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