São Paulo ainda não está pronta para flexibilização do isolamento social

Para o professor Nabil Bonduki, políticas públicas emergenciais devem ser criadas para evitar que a população saia do isolamento antes da hora

Na edição de Cotidiano na Metrópole desta semana, o arquiteto e urbanista Nabil Bonduki, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP, discute a situação de São Paulo diante da possível flexibilização da quarentena que pode ser anunciada na próxima semana. Para Bonduki, não atingimos os números ideais com a medida de isolamento social.

“Estamos ainda em um momento de crescimento do número de casos e mortes pelo coronavírus e, ao mesmo tempo, não estamos vendo a sociedade responder de maneira adequada”, pontua o especialista. Em São Paulo, entre o início da quarentena, em março, e a última semana de abril, houve queda expressiva, de 7 pontos porcentuais – foi de 55,58% para 48,53%, de acordo com dados de uma pesquisa realizada pela plataforma Inloco.

Para o urbanista, apesar da evidência dos dados, “parece que ainda não caiu a ficha para a sociedade de que o isolamento é absolutamente necessário”. Por isso, para o professor, propostas de flexibilização, que envolvem abertura do comércio nos próximos dias, são precipitadas. “Nosso sistema de saúde não vai aguentar o crescimento do número de casos que deve acontecer nos próximos dias”, acredita Bonduki, ao sugerir que políticas públicas emergenciais devem ser criadas para evitar que a população saia do isolamento.

Ouça na íntegra no áudio acima.


Cotidiano na Metrópole
A coluna Cotidiano na Metrópole, com o professor Nabil Bonduki, vai ao ar toda quinta-feira às 10h00, na Rádio  USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e  TV USP.

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