Robôs podem se igualar aos eletrodomésticos no futuro

De acordo com Luli Radfahrer, os robôs são essenciais, vantajosos e devem ser vistos como eletrodomésticos normais, mas também explica que os humanos são insubstituíveis no quesito interação pessoal

 Publicado: 01/10/2021

Nesta coluna Datacracia, o professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, Luli Radfahrer, analisa o cenário de produção e uso de robôs pelos humanos. Um exemplo é o Japão, que implementa robôs em lares de idosos. “O robô é essencial. Se você pensar no robô como eletrodoméstico, ele tende a ser cada vez mais útil em casa. Ninguém é menos humano por ter uma geladeira, fogão ou máquina de lavar louça e o robô vai ser a mesma coisa”, analisa.

Radfahrer também destaca que humanoides ainda estão longe de substituir enfermeiros e cuidadores, porque a interação pessoal é muito importante eos robôs não conseguem transmitir isso atualmente. Porém, ele ressalta que o conjunto de sistemas robóticos atuais, com câmeras, sensores, medidores de temperatura, por exemplo, oferece a comodidade de gerar diagnósticos e prevenir problemas. “Muitas vezes o indivíduo sofre problemas mais por estar sozinho do que por ter um problema físico real”, comenta Radfahrer. Ainda de acordo com o professor, os robôs também podem integrar tecnologias de mobilidade e assistência com serviço de telefonia.

É muito comum no Japão o Aibo, um cão robotizado. “Ele tem todas as vantagens de um animal de estimação sem as desvantagens que, para uma pessoa de idade, são muito sérias, porque, por exemplo, tem que alimentar, andar, trocar e dar banho. Então, pode ter um animal que não morre e que é programado para tirar o melhor das pessoas. Não consigo ver alguma coisa ruim”, avalia Radfahrer. Por fim, ele enfatiza que é preciso acabar com o preconceito acerca dos robôs. Para ele, no futuro, eles estarão presentes nos domicílios tanto quanto uma lâmpada e outros eletrodomésticos comuns.


Datacracia
A coluna Datacracia, com o professor Luli Radfahrer, vai ao ar toda sexta-feira às 8h30, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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